Exame aponta múltiplos hematomas em Larissa e reforça investigação sobre morte em Embu das Artes

O laudo necroscópico de Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, identificou ao menos 16 equimoses (marcas semelhantes a hematomas) distribuídas pelas mãos, pés, joelhos e perna esquerda da vítima. Larissa foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do banheiro da casa onde morava com o policial militar Vinicius Costa Silva, em Embu das Artes, no último domingo (6). O PM está preso temporariamente desde segunda-feira (7) e teve a detenção mantida pela Justiça.

Segundo o documento do Instituto Médico-Legal (IML), as lesões incluem uma marca de 4 cm por 2 cm na lateral da mão esquerda, duas lesões nos pés, cinco no joelho direito, duas no joelho esquerdo e outras cinco na perna esquerda. O laudo, no entanto, não determina quando ou como essas marcas foram produzidas, nem as relaciona diretamente a agressões, quedas ou qualquer outra circunstância específica.

O exame também registrou a presença de muitos fios de cabelo soltos aderidos à calça da vítima, sem vestígios de sangue. O relatório não identifica a quem pertenciam os fios. Os peritos destacaram ainda que os cabelos de Larissa estavam sujos de sangue.

A conclusão do laudo aponta que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico provocado por um ferimento por arma de fogo. Larissa foi atingida por um único disparo. A trajetória do projétil foi descrita pelos peritos como ocorrendo “de trás para frente e da esquerda para a direita”.

No local onde o corpo foi encontrado, os investigadores apreenderam a arma de fogo, um coldre, carregador, munições e um estojo de munição deflagrado. Inicialmente, o caso foi registrado como morte suspeita.

De acordo com o depoimento de Vinicius Costa Silva, ele teria chegado em casa na manhã de domingo e discutido com Larissa sobre o término do relacionamento. O policial afirmou que foi dormir após a conversa e que acordou ao ouvir o som de um disparo. Segundo sua versão, ao chegar ao banheiro encontrou a esposa caída e acionou o socorro.

A investigação, entretanto, passou a questionar a hipótese de suicídio. A perícia analisa a trajetória da bala, a posição do corpo e da arma, além dos exames residuográficos e balísticos, para verificar se os elementos encontrados são compatíveis com um disparo realizado pela própria vítima. Vinicius permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, enquanto o caso segue sob investigação.

Da Redação do Jornal na Net

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