Situação crítica na BR-116 leva ACISE a pressionar Arteris por medidas imediatas

A ACISE – Associação Comercial Industrial e Serviços de Embu cobrou, em reunião realizada no dia 14 de abril na sede da Arteris, em Pinhais (PR), medidas emergenciais para solucionar as condições críticas e já insustentáveis das vias de acesso localizadas na faixa de domínio da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), especialmente nas marginais. A entidade alertou para o agravamento contínuo da situação, que tem gerado impactos econômicos e sociais e comprometido a mobilidade na região.

Representando a associação, participaram o presidente Ivo Farias, o presidente do Conselho Deliberativo Roberto Terassi, o conselheiro Batista Rodrigues e o diretor técnico, engenheiro Francisco Marques. O grupo foi recebido pelo diretor superintendente da Arteris, José Acácio Delmonego Junior, além de gestores das áreas técnica, ambiental e jurídica da concessionária.

Durante o encontro, a ACISE protocolou um ofício detalhando o histórico de solicitações feitas ao longo dos anos, a falta de solução efetivas, a divergência de responsabilidades e o atual cenário de colapso operacional das vias. O documento reforça a urgência de intervenções imediatas para garantir segurança e fluidez no tráfego.

Como encaminhamento prático, foi proposta a criação de uma tríplice parceria entre a Arteris, a Prefeitura de Embu das Artes e os empresários locais. A ideia é viabilizar uma solução emergencial por meio de um estudo técnico que irá dimensionar os materiais necessários para a obra. Nesse modelo, a concessionária ficaria responsável pelo fornecimento de insumos, os empresários apoiariam a iniciativa e o poder público municipal entraria com a mão de obra.

Paralelamente, a Rodovia Régis Bittencourt passará por um novo processo de concessão. O leilão está marcado para o dia 23 de julho de 2026, na B3, em São Paulo, com previsão de R$ 7,2 bilhões em investimentos ao longo do contrato, voltados à ampliação, melhorias operacionais e manutenção da via. O edital foi publicado em 14 de abril, após a conclusão da fase de consenso entre as partes.

O novo modelo também prevê a prorrogação da concessão por mais oito anos, buscando garantir a viabilidade econômico-financeira dos investimentos. O contrato atual, firmado em 2008, passa por revisão dentro de uma estratégia do governo federal para modernizar concessões consideradas defasadas.

Da Redação do Jornal na Net

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