Morte de recém-nascida em Taboão da Serra gera comoção e denúncias de negligência obstétrica; Prefeito promete apuração rigorosa do caso
A morte de uma recém-nascida após atendimento no Pronto Socorro e Maternidade Antena, em Taboão da Serra, provocou forte comoção e levantou graves denúncias de negligência e violência obstétrica. O caso, ocorrido no dia 17 de março, mobilizou a população e gerou cobranças por respostas das autoridades. Ao tomar conhecimento da tragédia o prefeito Engenheiro Daniel prometeu uma apuração rigorosa do caso. Diante das denúncias de possível negligência e violência obstétrica, a administração municipal afirma que abriu investigação para esclarecer os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos.
O caso veio à tona após um relato publicado nas redes sociais denunciar falhas graves no atendimento prestado à mãe da bebê. Segundo o depoimento, a gestante já estava em trabalho de parto no dia 15 de março, mas teria enfrentado recusa na realização de uma cesariana, mesmo diante de sinais de que o parto normal não evoluiria com segurança.
Ainda de acordo com o relato, a paciente teria sido submetida a situações de humilhação e violência verbal durante o atendimento. A denúncia também aponta demora no diagnóstico de complicações: a bebê teria aspirado mecônio ainda no útero e a equipe médica levado mais de sete horas para identificar a baixa saturação, o que agravou o quadro. A transferência para outra unidade ocorreu tardiamente e, no dia 17 de março, a recém-nascida não resistiu.
Por meio das redes sociais o prefeito Engenheiro Daniel lamentou profundamente o caso e garantiu que a Prefeitura não será conivente com qualquer irregularidade.
“Li toda a postagem e quero me solidarizar com a família. Pode ter certeza de que abriremos todas as linhas de investigação possíveis e, se houver negligência, todos os responsáveis serão responsabilizados conforme a lei”, afirmou.
O prefeito também destacou o compromisso da gestão com a transparência e a apuração dos fatos.
“Sei que nada trará essa vida de volta, mas jamais me ausentarei de apurar um caso tão sério como este”, completou.
A vice-prefeita Érica Franquini também se pronunciou, classificando a situação como grave e reforçando a necessidade de rigor na investigação.
“Me solidarizo com essa mãe e com todos que estão sofrendo essa perda irreparável. Nenhuma vida pode ser tratada com descaso. Que esse caso seja investigado com transparência e responsabilidade, para que situações como essa não se repitam”, declarou.
Em nota oficial, a Prefeitura informou que já determinou a apuração imediata dos fatos junto à administração da unidade de saúde. Também foi iniciado o levantamento de documentos e a análise da conduta de todos os profissionais envolvidos. Caso sejam constatadas irregularidades, medidas administrativas e encaminhamentos aos órgãos competentes, como o Conselho Regional de Medicina (CRM), serão adotados.
A administração municipal afirmou ainda que acompanha o caso de perto e reforçou o compromisso com um atendimento digno, humanizado e seguro na rede pública de saúde.
A morte da recém-nascida reacende o debate sobre a qualidade da assistência obstétrica e a necessidade de protocolos mais rigorosos para garantir a segurança de mães e bebês. Enquanto a investigação avança, familiares e a população cobram respostas e justiça diante de uma perda que, segundo os relatos, poderia ter sido evitada.
Sandra Pereira
