Rede estadual de SP inicia ano letivo de 2026 com novas mudanças e programas educacionais
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o Ensino Médio Técnico alcançará 231 mil matrículas em 2.212 escolas, com 11 opções de cursos e outras 60 formações.
Os cerca de 3,1 milhões de estudantes das mais de 5 mil escolas estaduais de São Paulo retornam às aulas na próxima segunda-feira (2) para o início do ano letivo de 2026, que será marcado por mudanças estruturais na rede. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) aposta na expansão do Ensino Médio Técnico, no início das escolas cívico-militares, na ampliação dos programas de tutoria e recomposição da aprendizagem e no fortalecimento de iniciativas como Alfabetiza Juntos, com o objetivo de elevar o desempenho dos alunos do Ensino Fundamental ao Médio.
Entre os destaques, o Ensino Médio Técnico alcançará 231 mil matrículas em 2.212 escolas, com 11 opções de cursos e outras 60 formações em parceria com Senai e Senac. Estudantes da 2ª e 3ª séries também poderão participar do Programa BEEM, que encerrou 2025 com 10 mil estagiários e prevê a abertura de mais 30 mil vagas, com bolsas de até R$ 851,46. Já o modelo Escola Cívico-Militar começa a funcionar em 100 unidades de 89 municípios, após consultas públicas, com apoio de monitores na disciplina, segurança e acolhimento.
A Seduc-SP também amplia o programa de tutoria para estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, com foco na recomposição da aprendizagem em língua portuguesa e matemática. Nos anos finais, o número de escolas atendidas sobe de 2.800 para 3.400. No Ensino Médio, o apoio segue com professores de orientação de estudos e estagiários do Aluno Monitor do BEEM, cuja seleção para 2026 começa em 9 de fevereiro.
No campo da alfabetização, a rede estadual inicia o ano mais próxima da meta de 90% das crianças alfabetizadas aos sete anos. Dados da Avaliação de Fluência Leitora indicam que 76% dos alunos do 2º ano apresentam leitura adequada, avanço significativo em relação a 2023. O programa Alfabetiza Juntos reúne avaliações, material didático, plataformas digitais e formação docente em parceria com os municípios.
Outra mudança relevante é a ampliação da equipe gestora nas escolas, que passa a variar conforme o número de alunos matriculados. Todas as unidades terão, no mínimo, diretor, coordenador pedagógico e gerente escolar, além de ao menos dois agentes de organização escolar, reforçando a gestão e o apoio ao cotidiano escolar em 2026.
Da Redação do Jornal na Net
