Crime de despejo de entulho é agravado em Itapecerica

Por | 27/11/2011

A quantidade de entulho acumulado nas ruas e calçadas tem se agravado nos últimos meses e já pode ser considerado, segundo os moradores, como um dos principais problemas que a cidade de Itapecerica da Serra enfrenta. O despejo irregular, segundo constatou a reportagem do Jornal na Net, já não acontece mais durante o dia, como na época que os bota-foras foram desmantelados, mas no período da noite, mais precisamente de madrugada.

“O motivo para o despejo durante a madrugada se dá pela facilidade de locomoção dos motoristas dos caminhões por passarem sem serem notados na cidade, falta de fiscalização e rapidez no descarte cometendo o crime contra o meio ambiente”. É o que conta os moradores do entorno dos locais que se tornaram um lixão ao ar livre e sofrem constantes invasões de ratos, cobras em suas residências, sem contar no cheiro insuportável que causa o acumulo de lixo, misturado com resto de resíduos sólidos.

O assunto já foi diversas vezes abordado na câmara municipal e os vereadores cobram uma fiscalização dos caminhões que trafegam pela cidade e mais precisa dos órgãos responsáveis, além disso, a retida do entulho que passa por muito tempo acumulado em ruas e calçadas do município. Confira Aqui

A reportagem por meio de denúncias visitou dois lugares, na última semana, que estão dando dor de cabeça. O acumulo de entulho na rua das Camélias no Jardim Vitória (pico da torre) assusta. Todo tipo de resíduos são depositados no local e tudo durante a madrugada. Marcas de pneu na terra evidenciam o constante despejo.

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O segundo lugar visitado foi a Estrada dos Campestres que foi tomada pelo entulho. Não existe calçada sem lugares vazios, do início ao fim da via, o entulho tomou conta do local. Os pedestres precisam andar pelo meio da rua e ainda tapar o nariz uma vez que o cheiro de podre invadiu literalmente a via. “A cada dia esse entulho aumenta e alguém empurra para cima da calçada para não ficar no meio da rua. A situação está difícil, é sempre assim”, denunciou uma moradora que pediu anonimato.

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Inúmeros caminhões utilizam bairros da cidade como locais para despejo irregular de resíduos poluentes em horários alternados. Ruas de bairros como Santa Mônica, Jardim Sampaio, Jacira, Embu-Mirim, Branca Flor, Valo Velho viraram um verdadeiro lixão a céu aberto.

Diversas denúncias à reportagem do Jornal na Net indicam que apesar do trabalho constante e incansável da Guarda Civil Municipal (GCM) em parceria com a Polícia Civil (Delegacia do Meio Ambiente – Seccional) para combater o crime ambiental, muitos caminhões entram na cidade e despejam irregularmente entulho. Alguns locais contam até com olheiros, que avisam quando uma viatura da corporação está patrulhando próximo as ruas que são alvo constante da prática do crime.

Para denunciar o crime ambiental, em especial, bota-fora e despejo de entulho, ligue no telefone da Guarda, 153.

Bota-foras

A investigação do esquema de bota-foras em Itapecerica da Serra que culminou em pelo menos 20 envolvidos, entre eles, o vereador João Miranda, seu ex-assessor Vítor Rangel, ex-subprefeitos do Potuverá e Valo Velho, Irineu Rodrigues Lermes, o Irineu e Jaime Damasceno, funcionários públicos municipais e seis policiais militares ambientais está em fase de finalização do inquérito policial.

Até a última semana, cerca de 14 acusados foram indiciados por crime ambiental, corrupção ativa e formação de quadrilha ou bando. As penas somam mais de 10 anos. O inquérito policial só não foi finalizado até o momento, segundo o Delegado Pedro Buk, responsável pelo caso, devido aos Habeas Corpus impetrados pelos advogados de alguns acusados.

Nesta lista dos já indiciados, elaborada pelo Delegado Pedro Buk, da Delegacia Seccional de Taboão da Serra, aparecem os nomes de Irineu, Jaime Damasceno, seis policiais militares ambientais, um funcionário público e o ex-fiscal César Antônio. Nas próximas semanas, o vereador João Miranda, seu ex-assessor Vítor e os demais apontados nas investigações também serão indiciados, segundo o delegado. “Mais três funcionários e dois policiais apareceram no decorrer das investigações”, apontou.

 

 

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