Moradores e autoridades de Taboão cobram da PM policiamento preventivo na cidade

Por Gabriela Pereira - Especial para o Jornal na Net | 19/08/2019

Atualizado às 12h50

A Polícia Militar foi alvo de críticas nas últimas semanas por parte de moradores e vereadores de Taboão da Serra que relatam ausência de policiamento preventivo nas ruas nos últimos meses. A cidade tem frequentemente aparecido nas principais páginas policiais do país por conta da constante onda de assaltos na cidade e os munícipes, indignados, cobram mais por mais policiais em Taboão.

Na última sessão legislativa, na terça-feira, dia 12, o assunto ganhou ampla reperussão na Câmara Municipal. “ O muito que se faz é pela Guarda Municipal […] a PM trabalha com o que tem, mas o que tem é pouco. […] Fiz um requerimento pedindo viaturas para a Polícia Militar e Civil, mas até hoje estamos esperando a resposta”, diz Marcos Paulo , presidente da Câmara, que também relatou que irá fazer um requerimento cobrabdi diretamento do governador de São Paulo, João Dória, cobrando explicações sobre a situação da polícia na cidade.

“Devemos perguntar ao capitão da 2º e 4º companhia [do 36ºBPM/M] que serve aqui na nossa cidade quantas viaturas estão realmente rondando a nossa cidade. E diga-se de passagem, não são culpa deles. Se essas vituras não estão nas ruas, é porque o Estado não está dando condições dela rodar”, disse o vereador Ronaldo Onishi (SD), que fez uma reunião sobre segurança na sexta-feira, dia 9, com moradores do Jardim Maria Rosa e não popou critica sobre a a ausência de representantes da PM, em especial do capitão Casagrandi, comandante do 36º batallhão.

“Não posso aqui deixar de consignar a minha indignação da falta de respeito do capitão Casagrandi, que foi informado da nossa reunião e sequer, até o presente momento, justificou a sua ausência. Capitão, tenha respeito com as pessoas, com os moradores do Jardim Maria Rosa e com esse parlamento. Que o senhor ao menos tivesse a ombridade de justifiar o motivo pelo qual não compareceu”, pediu Onishi.

Casos

A falta de policiamento tem sobrecarregado a Guarda Civil da Cidade, que atua hoje na cidade no enfrentamento à violência, embora não tenha sido criada para com o intuito de proteger o patrimônio municipal e não tem o papel de combate direto à criminalidade. O assunto é um dos mais comentados em Taboão, principalmente depois que dois casos de latrocínio ganharam ampla repercussão na grande imprensa em julho e geraram indignação nos moradores da região. O primeiro deles foi um taxista, de 52 anos, orto depois de ser abordado por um homem armado em uma motocicleta enquanto trafegva em seu carro junto com a esposa no dia 18

Já no segundo latrocínio, no dia 26 do mesmo mês, um superintendente da CET morreu após ser atingido na nuca por um disparo. Ele chegava em casa em um Jeep quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. Ao perceber o assalto, ele tentou fugir com o carro, mas foi atingido por um disparo na nuca, perdeu o controle do carro e capotou em uma ribanceira logo à frente.

No dia 12 de agosto, 17 dias depois da segunda morte, outro caso. Três homens invadiram a casa de um policial aposentado, também no Jd. Monte Alegre, e fizerem ele e a família refém. Na fuga, houve troca de tiros. Um deles morreu e os outros dois fugiram, mas foram presos pouco tempo depois de pela GCM de Taboão.

Medidas emergenciais para combater criminalidade

Por conta da onda de violência na cidade, o prefeito Fernando Fernandes se reuniu com moradores do Jd. Monte Alegre, principais afetados com os assaltos, para anunciar medidas de segurança na cidade. Segundo afirmou, câmeras de videomonitoramente do sistema Detecta SP serão implementadas na cidade para controlar veículos que entram e saem da cidade, 12 motocicletas serão alugadas para rodar 24 horas pela cidade com seis equipes da GM e serão construidas duas bases de concreto, uma no Parque Marabá e outra no Parque Monte Alegre. A prefeitura ainda contratou este mês 60 novos GCMs.

Fernando também pediu ajuda aos moradores para cobrar do Governo do Estado o envio de um efetivo maior da Polícia Militar para cidade. “A Guarda Civil tem feito um trabalho muito bom aqui e quando a polícia enxerga isso, ela vai usar seu contingente em outro lugar”, explicou à época o prefeito.

A reportagem procurou a PM para cobrar um posicionamento, que respondeu por meio de nota que o "que o policiamento ostensivo preventivo é planejado e executado com base nos indicadores criminais, por meio do emprego eficiente dos recursos humanos e materiais e para o combate efetivo da criminalidade. O recompletamento do efetivo na cidade de Taboão da Serra segue critérios técnicos que são adotados em toda a Polícia Militar, contudo, não há qualquer prejuízo ao policiamento da região, que, inclusive, teve redução nos indicadores criminais no 1º semestre de 2019, sendo empregados diariamente diversas modalidades de policiamento em toda a cidade, como “Radiopatrulha – Atendimento 190”, “Escolar”, “Comunitário”, Força Tática” e “ROCAM”, além do “Emprego de Motocicletas no Programa de Radiopatrulha - Atendimento 190” e do emprego de policiais militares na Atividade DEJEM."

Já sobre a ausência do capitão Casagrandi na reunião, a corporação ainda disse que não foi porque "no dia deste evento o Comandante estava à frente de uma operação policial a qual contou com o emprego de equipes da Força Tática e Rocam no combate à criminalidade nos bairros Jardim e Parque Monte Alegre. Contudo, o Oficial, vem participando de todas as reuniões realizadas com os membros do CONSEG e, inclusive, está em tratativas junto à comunidade local para a implantação do Programa Vizinhança Solidária".

 

 

 

 

 

 

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