Remuneração e diminuição da carga horária foram os assuntos abordados na Audiência Pública em Taboão

Por | 20/08/2010

Em clima acalorado os professores da educação infantil de Taboão da Serra (ADEI) reivindicam há mais de 15 anos uma melhor remuneração e a diminuição de carga horária para a categoria e esse foi o principal assunto abordado na audiência pública realizada sobre educação, nesta sexta-feira, 20 na Câmara Municipal da cidade.

“Nos trabalhamos 40 horas e ganhamos R$ 600,15 e desenvolvemos todo o papel dos professores, porque a prefeitura exige a mesma formação dos professores, queremos ser incluídas no Estatuto do Magistério”, afirmou a educadora Silvana Maria Santos.

Ela explicou que a única cidade que obriga as ADEI a trabalhar oito horas é Taboão da Serra. “As cidades de São Paulo, Osasco, Garulhos, Barueri e Embu já adotaram o sistema de que todas as professoras do ensino infantil trabalham no período de seis horas, por que aqui não pode ser igual?”, questiona.

O Secretario de Educação José Marcos explicou aos professores que será realizada uma reunião com o prefeito na segunda-feira e que é a partir dessa reunião que todos os educadores obterão todos os seus direitos. “Não é uma promessa, todos serão incluídos no magistério e terão a redução do salário. Como educador de tantos anos, vocês são indispensáveis da educação em Taboão como de uma forma geral”, garantiu o secretário.

Questionado por uma educadora sobre a distribuição do Fundep, o secretário foi categórico a afirma que não gostaria de fazer a distribuição. “Prefiro que não tenha resíduo, só o salário, mas as ADEI não estão incluídas no recebimento, pois ele é feito por lei federal”, explicou.

O vereador e presidente da comissão de educação Cido, afirmou que é muito importante a valorização dos educadores.

Wagner Eckstein também vereador da cidade ressaltou que Taboão tem grandes injustiças seja pela carga horária e reajuste salarial. “Entendo que está é a mesma proposta dos amarelinhos, só para dar um exemplo, a área da saúde recebeu cerca de 400 funcionários, agora só conta com 9, precisamos fazer arranjo em todos os setores para remuneração e diminuição da carga horária”, defendeu.

Após as reivindicações, o secretário de Educação José Marcos apresentou aos educadores como está a educação na cidade e afirmou que é necessário oferecer ensino de qualidade aos alunos. “Estamos crescendo juntamente com o Estado, por este motivo a educação é priorizada, para garantir futuro aos jovens”, comentou.

O próximo encontro entre educadores, prefeitura e vereadores acontece na segunda-feira, 23 de agosto, às 19h na escola Ugo Arduine.

Também participaram da audiência pública, vereadores: Macário, Arnaldinho, Olívio, Carlos Andrade e Alexandre Depieri, além do secretário adjunto da educação Oderlan.

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