Movimento Fora Sarney faz passeata
O Jornal na Net esteve presente à manifestação “Fora Sarney”, que reuniu cerca de 400 pessoas, não só estudantes como pessoas de diversas profissões e faixas etárias, concentradas em frente ao MASP na Avenida Paulista.
Posteriormente a manifestação deslocou-se em passeada até o Túnel Dr. Antonio Bias da Costa Bueno, na esquina da Rua Bela Cintra, onde se deteve ao ver uma família, moradora da entrada do túnel.
O cenário provocou a indignação dos manifestantes, que gritaram palavras de ordem e críticas à corrupção. A manifestação voltou ao MASP, onde foram realizados discursos pelos participantes.
No dia da Independência a mobilização contou com idênticas manifestações em diversas cidades do País, além de São Paulo, segundo o Grupo responsável pelo evento. Cidades como Campinas, Florianópolis, Curitiba, Rio de Janeiro, Macapá, e Maranhão teriam realizado manifestações pela saída do senador José Sarney, Presidente do Senado.
Sarney foi apontado em diversas denúncias, como nepotismo, através de atos secretos do Senado, bem como de ter recebido favores da Construtora Holdenn Construções. Dois de três apartamentos, em São Paulo, utilizados pela família Sarney, segundo denúncia do jornal O Estado de São Paulo, teriam escrituras em nome da Construtora.
O Jornal foi censurado, através de liminar concedida pelo Desembargador Dácio Vieira ao filho do Senador Sarney, Fernando Sarney, em virtude de ter publicado gravações entre Fernando Sarney e sua filha. Em uma das gravações a filha de Fernando Sarney pede a ajuda do pai, junto ao avô, para conseguir um emprego, no Senado, para o namorado.
O senador Sarney se diz perseguido pela imprensa e reclama que o “País rasga a Constituição, porque nenhum de nós tem mais garantia de privacidade”.
Por outro lado, a censura a Jornais, comum na época da Ditadura Militar, é inconstitucional numa Democracia. Apesar disso o Jornal O Estado de São Paulo está há 39 dias sob censura.
A despeito dos protestos e denúncias freqüentes da imprensa, contra o senador, ele segue presidindo, regularmente, as sessões do Senado. As manifestações “Fora Sarney”, através do País, parecem não ter ecoado no Senado.
