Comunidade Vila Nova Esperança invade prefeitura de Taboão
Com intuito de reivindicar a entrada da AES Eletropaulo para a instalação de energia elétrica na comunidade Vila Nova Esperança, e ainda o acesso a um laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), a fim de indicar se a área ocupada por eles, é de risco ou não, cerca de cem moradores da comunidade foram até a sede da prefeitura municipal de Taboão da Serra na manhã desta segunda-feira, dia 26. Policiais militares e guardas municipais se mobilizaram para evitar tumultos.
Munidos de faixas e carro de som, eles chegaram ao local de ônibus. De acordo com o secretário de Segurança, Gerson Brito e policiais militares os moradores da comunidade não avisaram sobre a manifestação, pegando a todos de surpresa. Antes de serem recebidos pelo prefeito, houve tumulto. Uma guarda acabou tendo seu braço ferido, enquanto tentava impedir a entrada dos moradores, na sede da prefeitura.
Gabriela Ribas, voluntária de uma Ong, presente na manifestação afirmou, porém que “abriram o portão para os moradores entrarem e ela [guarda] teria saído correndo. Não houve quebra do portão e nem guarda ferida pela gente”. Ela se comprometeu junto aos demais moradores, a analisar imagens para descobrir quem teria quebrado o portão, a fim de arrumar o dano. “Essa foi uma luta pacífica e organizada”, frisou.
“A intenção deles era invadir o gabinete do prefeito. Eles quebraram o portão, invadiram a prefeitura e a guarda Érica foi derrubada. A GCM foi encaminhada ao PS do Akira, onde recebe atendimento. Os manifestantes não avisaram nada, fomos pegos de surpresa. Porém, uma comissão é recebida pelo prefeito”, afirmou o Comandante da GCM Leonel Vieira.
Os moradores saíram da prefeitura satisfeitos com a receptividade do prefeito Fernando Fernandes. Ele recebeu uma comissão em seu gabinete e se comprometeu a visitar a comunidade na terça-feira, dia 3 de agosto, às 11h. Partiu dele também a clareza, no atendimento, uma vez que as reivindicações só foram apresentadas a Fernando no momento da manifestação. O intuito dele é levantar a situação da área para ver se é de risco.
A comunidade esclareceu ao Jornal na Net que parte da área que pertence à cidade de São Paulo já conta com iluminação pública. Dependendo agora, da liberação da prefeitura para que a AES Eletropaulo instale energia elétrica na área, que faz divisa com o bairro João XXIII em São Paulo.
