Vereadores cobram Sabesp sobre falta de água em Embu das Artes

A constante falta de água em residências dos bairros Jardim Santa Lúzia, da Luz, Oliveiras, Vazame, Moraes, São Francisco, São Marcos, Santa Emília e Santo Eduardo, além das condições do asfalto após obras da Sabesp e ainda esgoto a céu aberto em diversas ruas do município de Embu das Artes foram assuntos duramente cobrados pelos vereadores aos representantes da companhia, na tarde desta quarta-feira (13) na Câmara Municipal da cidade.

Na ocasião os vereadores salientaram também a importância de uma fiscalização mais efetiva da Sabesp em relação às empresas terceirizadas que são contratadas para o serviço de tapa buraco. O vereador e presidente da Câmara Doda (PT) questionou os representantes em relação a um possível planejamento da empresa quando for faltar água, porque nem todas as residências contam com caixa d’água. 

Neste mesmo sentido, moradores frisaram que uma comunicação direta com a prefeitura sobre obras também deve ser feita, para evitar que sejam realizadas depois dos recapeamentos. “Não tem planejamento? Depois às ruas ficam cheias de buraco. Uma tampa de bueiro, mais alta que a rua, ocasionando acidentes”, questionou uma moradora.

Ney Santos (PSD) salientou que residências chegam a ficar mais de cinco dias sem uma gota de água nas torneiras, apesar do serviço ser pago e que é preciso deixar partido político (sigla partidária) de lado e juntar de forma efetiva os deputados para resolver os problemas que envolvem a companhia e ainda a presença deles em uma próxima reunião com representantes da Sabesp. “Quem sabe eles não se sensibilizam, pelo ano que vem se tratar de eleição”, observou.

Moradores presentes na reunião também não pouparam críticas aos serviços prestados pela Sabesp. “Falta água a 35 anos nas residências do bairro Jardim Santa Lúzia. Só chega às 2h, 3h da madrugada e não dá tempo nem de encher as caixas d’ água. Isso acontece também no Jardim Silvia, todos os finais de semana, os moradores não podem nem lavar roupa, fazer comida”, disse uma moradora. 

De acordo com Dirlene Palma Gomes, gerente de abastecimento de água o bairro não vai ser contemplado por grandes obras, mas até julho mudanças na rede de abastecimento serão feitas. “O buster deste local está no limite de atendimento, está previsto manutenção e reforma do buster, incluindo a diminuição da área de atendimento”, explicou.

“Convivemos com esgoto a céu aberto na Constantinopla. Envia um caminhão para desentupir e depois de dois dias volta a jorrar o esgoto”. A situação é a mesma no Jardim Santa Lúzia, no buraco do Sapo. “Ali tem esgoto que quando chove joga pra fora toda aquela água suja. Se a pessoa passa a pé, precisa correr pra não ficar imunda, agora quem passa de carro precisa fechar o vidro. Pra eles é mais fácil, porque não sentem tanto o cheiro”, contou outra moradora.

Levi Bacarin, gerente comercial da Sabesp disse que o tapa valas é um problema e incomoda a companhia, uma vez que somente uma empresa faz esse serviço. Um convênio de passar o tapa-valas à competência para a prefeitura já está sendo estudado, segundo ele. De acordo com ele, a prefeitura renovou o contrato com a Sabesp pelos próximos 30 anos e o desafio é que até 2018, 100% da água seja tratada e o esgoto coletado e tratado. 

Levi salientou também que a cobertura da rede do São Marcos depende dos coletores que vão para o Pirajuçara (que precisa ser fundo de várzea). “Ali tem um problema sério com a desapropriação de quem mora perto do córrego. Por isso a obra foi suspensa e o trecho precisa ser refeito tirando da várzea e trazer coletores para o Pirajuçara”, disse.

Segundo Levi o único lugar que tem esgoto tratado é a região central da cidade que vai para o rio Embu-Mirim. Para a região do Magali tem projeto previsto para o final deste ano ou para início de 2014. Já na região do Vista Alegre a rede de esgoto será refeita. “Com essas obras vai conseguir universalização do esgoto também”. Em relação à água a obra mais importante é a travessia na Br-116 que ainda tem dificuldades de abastecimentos nos pontos altos. 

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