Ocupação do MTST no Taboão reivindica moradia de qualidade

Todos com o mesmo ideal. É assim o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) que ocupa há quase 20 dias um terreno de 85 mil metros quadrados no Jardim Helena, em Taboão da Serra.

Segundo uma das líderes do MTST Vanessa de Souza, o movimento é uma forma pacífica de conseguir apoio dos vereadores e do prefeito. “Não queremos construir uma favela no local, mas sim uma comunidade, um conjunto habitacional que seja de qualidade para os moradores, além disso, não queremos nada de graça. Queremos pagar o valor que podemos e não o que é estipulado”, afirmou.

Vanessa de Souza afirmou que cerca de 400 famílias estão alojadas no terreno e que a maior parte é Taboão. “Alguns são de fora, mas também estão lutando por uma moradia de melhor qualidade”, enfatizou.

De acordo a líder, a comunidade está apoiando a iniciativa do movimento, pois o lugar era frequentado anteriormente por estrupadores e servia de cativeiro para sequestradores. “Estamos lutando também pela implosão desses dois prédios abandonados, pois os mesmos atrapalham e muito a população”, contou.

O terreno é particular e pertence ao empresário Paulo Colombo. No ano passado, o prefeito Evilásio Farias decretou a área como sendo de interesse social. Vanessa de Souza afirmou que até o momento, não houve nenhuma manifestação jurídica do proprietário para a saída do MTST do local.

A líder Vanessa contou a Reportagem do Jornal na Net que enquanto as famílias permanecem no local, os líderes buscam negociações com a Caixa Econômica Federal e com a CDHU. As famílias alojadas no local têm renda entre 0 a 3 salários mínimos. Por isso podem ser no projeto Minha Casa Minha Vida.

Durante a reunião com os vereadores, nesta terça-feira, 13, o MTST reivindicou que as famílias cadastradas no movimento sejam atendidas em sua totalidade nos projetos habitacionais desenvolvidos pela prefeitura e em novos programas, como o Minha Casa Minha Vida.

Esmeralda Gregório de Melo, contou que está participando do movimento porque não pode mais pagar aluguel devido a sua renda. “Morava próximo ao Ceasa em São Paulo e estou à procura de um lugar melhor para morar”, afirmou.

Esse também é o caso do senhor Luiz Cosme de Oliveira, que colocou a casa onde mora para alugar, e mudou para uma das casinhas no movimento. “Estou correndo atrás do que mereço uma condição melhor para viver”, contou.

A líder informou a Reportagem que os alimentos são doados pelos moradores, e a água é fornecida de uma empresa que fica em frente ao terreno que o movimento ocupa. De acordo com Vanessa já está marcada uma reunião com o prefeito Evilásio Farias na próxima segunda-feira e também com os vereadores na Câmara da cidade na terça para retirada da moção de apoio ao movimento.

Essa é a segunda vez que o MTST ocupa a área. Em 2005 o movimento ficou no local por cerca de oito meses, até que a justiça ordenasse a reintegração de posse para o proprietário.





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