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Manifestantes lotaram a Câmara Municipal de Taboão
Dezenas de manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) lotaram a Câmara Municipal de Taboão da Serra nesta terça-feira para pressionar os vereadores a aprovar uma Moção de Apoio às famílias acampadas no terreno do Jardim Helena. Na próxima segunda-feira, eles vão se reunir com o prefeito Evilásio Farias para cobrar que a demanda de famílias beneficiadas com projetos do CDHU na cidade seja apresentada pelo MTST. Além disso, os manifestantes vão levar ao prefeito uma extensa pauta de reivindicação.
Os membros do MTST ameaçaram permanecer ocupando a Casa Legislativa caso os vereadores se recusassem a aprovar a Moção. Depois de muita negociação e após participar de uma reunião com a presença dos treze vereadores da cidade os manifestantes voltaram para ao acampamento. Mas, deixaram claro que se após a reunião com o prefeito as reivindicações deles não forem atendidas a Câmara Municipal poderá ser ocupada pelo grupo.
“Vamos dar esse voto de confiança aos vereadores. Mas, se o prefeito voltar atrás voltamos para a Câmara com colchão, cobertor e lona pra montar acampamento na Câmara”, afirmou Vanessa de Souza durante a assembleia realizada na Câmara na qual os manifestantes decidiram adiar a ameaça de ocupação do Legislativo para a semana seguinte.
Durante a reunião com os vereadores a Comissão de integrantes do MTST protestou contra a presença da Polícia Militar com armamento pesado na chegada deles ao local. Eles chegaram a afirmar que a polícia foi acionada pelos vereadores, o que foi prontamente negado por todos eles.
O presidente da Câmara, vereador Eloi, disse que também ficou surpreso com a presença da polícia na Câmara. Ele lembrou aos manifestantes que a cidade tem mais de 400 mil quadrados de Zonas de Interesse Social, aprovados pela Câmara Municipal, o que comprovaria, segundo ele, o apoio aos movimentos sociais da cidade.
O tema levantado pelo presidente acabou gerando polêmica, já que os membros da Comissão disseram que as áreas de Zeis são conquistas dos movimentos populares e não da Câmara Municipal.
A Comissão entregou aos vereadores uma correspondencia da Caixa Econômica Federal informando que há disponibilidade de recursos para a construção de moradias populares, inclusive para projetos de habitação social e o programa Minha Casa Minha Vida.
De acordo com os manifestantes o terreno do Jardim Helena está sendo ocupado pela nova demanda de sem teto na cidade, que segundo estimativas do movimento chega a mil famílias.
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