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Clientes ainda reclamam do fim das sacolas nos mercados

Por | 15/05/2012

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Arquivo Jornal na NetSupermercados ainda oferecem sacolas de graça e não dão opções para carregar compras como caixas de papelão

O fim do fornecimento definitivo das sacolas plásticas em praticamente todos os supermercados das cidades de Itapecerica, Embu das Artes, Taboão da Serra, região e todo o estado de São Paulo, que já dura um mês, relembre aqui ainda divide os consumidores, que dependem dela e não se adaptaram a outras maneiras de carregarem suas compras, como no caso da caixa de papelão e sacolas retornáveis.

A não adaptação, depois do anúncio da nova legislação, se dá, de acordo com os clientes, pela falta de caixas de papelão nos supermercados e também, porque eles não querem comprar mais sacolinhas, porque já acumulam o utensílio em casa, mas sempre esquecem na hora de fazerem suas compras.

“Quando pouca coisa é comprada até dá para levar nas mãos, mas quando é compra do mês, ou mais de dez volumes, como carregar nas mãos, ou é preciso utilizar as sacolas retornáveis, ou até mesmo, as caixas de papelão, mas o problema, é quando nenhuma das duas opções, tem no momento, e as caixas de papelão acabaram ou estão escondidas no estoque”, reclamou Wellington, um dos consumidores, insatisfeitos com a nova medida.

O fim do fornecimento causou até furto de cestinhas nos supermercados, relembre aqui, além de cobranças pela venda de sacolas biodegradáveis e reclamação devido às mudanças, que se iniciaram em janeiro, mas só durou oito dias e depois disso, após muitos protestos a Associação Paulista de Supermercados (Apas), o Ministério Público Estadual e o Procon-SP firmaram acordo para que as sacolas plásticas fossem fornecidas por mais 60 dias, o prazo se encerrou dia 04 de abril (veja aqui e aqui.

A reportagem do Jornal na Net constatou na última segunda-feira, dia 14, que alguns supermercados de bairros continuam oferecendo sacolinhas de plástico gratuitas e não incentivam ao menos a compra das degradáveis e caixas de papelão. Em Taboão, por exemplo, o supermercado Santa Fé é um deles, a situação é a mesma desde janeiro, reveja aqui

“Alguns supermercados não distribuem, mas os sacolões, feiras e padarias continuam. O que adianta? Dessa maneira, o meio ambiente não ficará livre delas”, observou Dona Iara.

Sacolas usadas pelos clientes não são biodegradáveis, aponta teste

Um teste feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) mostrou que quatro tipos de sacolas usadas pelos clientes de mercados de São Paulo não são biodegradáveis. Foram testadas a sacola comum, de papel, de amido de milho e oxidegradável e nenhuma das quatro ficou com índice mínimo de 70% biodegradável em 45 dias de pesquisa. A de papel ficou em primeiro lugar, com 41%. Em segundo vieram às sacolas de plástico comum (28%), amido de milho (15%) e oxidegradável (2%). O teste foi feito em parceria com o SPTV e o resultado exibido nesta terça-feira (15), veja aqui

De acordo com a pesquisa, para ser biodegradável, ou seja, para se decompor na natureza, a sacolinha tem que servir de "comida" para bactérias e fungos. Apesar dos resultados, os cientistas do IPT lembram que nenhum dos materiais testados é indicado para quem se preocupa com a natureza.

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