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Proibição de sacolas divide opiniões dos clientes

Karen Santiago | Atualizado em: 31/01/2012 00:00:00
sacola_1

Karen SantiagoSupermercado Santa Fé continua distribuindo sacolas plástica

O acordo entre a prefeitura de São Paulo com a Associação Paulista de Supermercados (APAS) que determinou, a partir do dia 25 de janeiro, a não distribuição das sacolinhas de plástico nos supermercados, continua sendo um dos principais assuntos discutidos entre os clientes das cidades de Itapecerica, Embu das Artes e Taboão da Serra.

Os clientes se mostram divididos com a mudança. Uns aprovam a decisão em prol do meio ambiente, outros por sua vez, criticam o acordo, que tirou de cena quase que 90% da distribuição gratuita de sacolinhas. O principal motivo para os que são contra o acordo se dá pela escassez da sacola, que era mais utilizada como saco de lixo.

Os clientes que quiserem a sacolinha de plástico, agora precisam comprar, no caixa dos supermercados. Os valores variam de nove a vinte centavos. Já as sacolas retornáveis, R$ 2 a 20,00. Apesar do acordo, que atingiu até uma padaria de bairro na cidade de Taboão, o supermercado Santa Fé, no Jardim Record continua distribuindo as sacolas normalmente.


A reportagem do Jornal na Net constatou a distribuição feita pelos empacotadores. Uma cena interessante chamou a atenção durante visita da reportagem. Uma senhora de mais ou menos 60 anos, consciente da determinação e mais ainda preocupada com o meio ambiente, esperou o empacotador colocar suas compras nas sacolas de plástico e com toda a paciência do mundo, retirou da bolsa uma sacola retornável e colocou todas suas compras dentro dela.

Para ela, não é admissível o supermercado ser o único da região a continuar distribuindo sacolas. “Não entendo porque isso (distribuição) continua aqui. Pensando na preservação do meio ambiente, trago a minha sacola retornável”, explicou Dona Ana.

O gerente do supermercado, Cláudio Rodrigues, afirmou que não cumpre com o acordo porque ainda não virou lei. Ele disse ainda que está aguardando o desfecho da determinação para pedir mais sacolinhas plásticas, enquanto isso usará as que estão no estoque.

“Como ainda não tem nada definitivo, continuo distribuindo e, além disso, realizo o trabalho de conscientização dos clientes em relação as sacolas retornáveis e até para usarem caixas de papelão para carregarem as compras”, frisou.

Clientes afirmaram que alguns estabelecimentos estão aproveitando a não distribuição das sacolinhas para venderem as plásticas como biodegradáveis. "Eles (os gerentes) estão agindo como oportunistas", denunciaram.

Conheça o texto do acordo que determina a proibição

Além do banimento da sacolinha, o texto prevê também que os estabelecimentos comerciais devem estimular o uso de sacolas reutilizáveis, que sejam confeccionadas com material resistente e que suportem o acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral.

Os comerciantes também serão obrigados a afixar placas informativas, com dimensão determinada, junto aos locais de embalagem de produtos e caixas registradoras, com o seguinte dizer: “Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis”.

A proibição da sacolinha plástica não se aplica aos invólucros originais das mercadorias, às embalagens de produtos alimentícios vendidos a granel ou daqueles que vertam água. A fiscalização será feita pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. A multa pode variar entre R$ 50 e R$ 50 milhões, segundo informações do site Exame

Confira como foi o primeiro dia sem sacolas plásticas nos supermercados da região, aqui e aqui.



Alecsander de Sousa Santos

Nenhum mercado realmente está preocupado com o meio ambiente. Supermercado é empresa e empresa esta preocupado com o lucro. Eles notaram que podem vender mais três produtos: sacolas plásticas, carrinho de mão e sacolas retornáveis. Só idiotas acreditam que a sacola destrói o meio ambiente. Quem destrói o meio ambiente é o infeliz que joga plástico no chão. Estão me obrigando a comprar uma sacola que eu não quero ter. Isso até parece venda casada em banco. Mercados preocupados com o meio ambiente? Nos ofereçam sacolas biodegradáveis de graça. Simples!

Julio Cesar

Para Ajudar realmente é necessário a construção de composteiras, programas de educação ambiental com educadores ambientais, expandir e incentivar a coleta de lixo seletivo. Acabar com Sacolas plasticas em nada contribui, afinal uma excelente propaganda para falar em sustentabilidade, coisa na moda que ninguem faz de uso.

LUCAS DE ANDRADE

SOU UM CIDADÃO QUE NÃO JOGO UM PAPELDE BALA NA RUA. MAS SOU TOTALMENTE CONTRA A ESTE ACORDE QUE NÃO É FEITO PARA AJUDAR O MEIO AMBIENTE E SIM POR INTERESSES DOS PROPIO MERCADOS, QUE ACHA QUE COM ISSO IRAM ECONOMISAR. QUE O ACORDO SEJA MANTIDO E AS SOCOLAS BIODEGRAVEL SEJA ENTREGUE AO CLIENTES. PORQUE FAZEM TUDO E SO SOBRA PARA A POPULAÇÃO. TEM QUE FAZER UMA LEI PARA MULTAR AS PESSOAS QUE JOGAM LIXO NA RUA. E PROIBIR TAMBEM GARRAFAS PETI TODOS OS TIPOS DE SACOLAS PLASTICAS.

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