Consumidores reclamam da proibição de sacolas plásticas
Descontentamento dos consumidores e dificuldade em carregar as compras marcaram o primeiro dia da não distribuição de sacolas plásticas nos supermercados das cidades de Itapecerica, Embu das Artes, Taboão da Serra e toda São Paulo. Caixas de papelão e sacolas retornáveis serviram como solução imediata, mas não agradaram.
A mudança de hábito que surgiu de maneira obrigatória causou muita reclamação. A maioria das pessoas entrevistadas pela reportagem do Jornal na Net afirmaram que são favoráveis a não distribuição delas, em prol da preservação do meio ambiente, mas dizem que elas deveriam ser banidas e não vendidas, porque desta maneira, segundo eles, realmente as sacolinhas não seriam utilizadas mais.
“Não distribui mais vende. Do que vai adiantar essa mudança, se as sacolinhas vão continuar em circulação? Se querem banir para a preservação do meio ambiente (planeta) não vendam as sacolas plásticas mais”, comentou Maria Aparecida.
Para quem tem carro, as compras são carregadas em caixas distribuídas pelos supermercados
André de Oliveira observou que apesar de usar as sacolinhas retornáveis a partir de hoje para fazer as compras, vai continuar do mesmo modo com o lixo doméstico, jogado em sacolas plásticas que aguardam serem recolhidas pela coleta. “Essa lei obrigada o consumidor a comprar as sacolas, sem retirá-las de circulação. Vai diminuir o consumo, mas não proibi-lo, poluindo de qualquer forma”, pontuou.
As pessoas que não tem carro são as que mais sofrem com lei. Elas precisam carregar as compras na mão, comprar sacolas retornáveis, plásticas, ou até levar em caixas de papelão os produtos comprados. Outras até levam para os supermercados sacolas de plástico mais resistente e após as compras, arrumam a ordem das compras e colocam na sacola, como é o caso do senhor de 80 anos, Antônio dos Santos.
“Essas sacolas que eram distribuídas e agora são vendidas são fracas. Trago a minha de casa, que é mais resistente. Não gostei das mudanças, porque a não distribuição só favoreceu quem tem carro, agora quem anda a pé, de ônibus ou moto, não pode realizar compras de muitos produtos, porque se não terão dificuldade para voltar pra casa”, disse.
Confira texto da Lei completa aqui.
