Lojas de Embu tem movimento abaixo da média no Natal

Os comerciantes da região do Jardim Santo Eduardo, um dos bairros do município de Embu das Artes que mais se desenvolveu nos últimos anos torcem para que as vendas aumentem às vésperas do Natal, já que até agora estão bem abaixo do esperado.

Apesar das propagandas chamativas e vendedores nas portas convidando as pessoas a conhecerem os produtos, os corredores entre araras e prateleiras continuam vazios. Roupas e brinquedos fazem a cabeça dos compradores e lideram a lista de presentes, seguidos por eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos.

Os comerciantes citam uma queda entra 15 e 20 por cento nas vendas em comparação ao mesmo período do ano passado. “Estamos um pouco assustados, o movimento está ruim. Não sei bem o motivo. Para fortalecer a venda e conquistar os clientes, na nossa loja indicamos que a compra seja a vista para poder receber um desconto, pagar mais barato e comprar mais peças”, relata Verônica Queiroz, gerente de uma loja de roupas e calçados.

A facilidade oferecida pelas lojas virtuais, e o baixo custo dos produtos piratas e importados é um dos possíveis rivais dos comerciantes de Embu das Artes. “As vendas caíram muito em relação aos anos anteriores. A concorrência aumentou, principalmente pelas vendas na internet, e os produtos chineses, por serem mais baratos, as pessoas optam pela réplica ao invés de comprar os originais, apesar da qualidade ser bem inferior”, diz Roni Figueiredo, responsável por um bazar de eletrônicos e variedades.

Cada lojista alega um motivo diferente para o baixo número de vendas. Para o funcionário de um estabelecimento de roupas, calçados e acessórios, Marconi Santos de Almeida, os gastos de início de ano, e a inadimplência afastam as pessoas das compras. “Não iremos alcançar a meta de vendas.

Quando as pessoas têm o nome sujo, não é possível a aprovação de crédito, nesse caso perdemos o cliente. Os gastos específicos do começo do ano, como o IPTU, IPVA também deixam as pessoas receosos na hora de efetuar as compras”, diz Almeida.

Já os consumidores alegam a falta de descontos na hora do pagamento a vista. ”Eu iria pagar a vista se recebesse o desconto, mas não é assim em todas as lojas, e em outras é quase nada”, falou a estudante Daniela Costa.

Os embuenses estão menos consumistas em 2011, e Verônica relata que nos anos anteriores, os clientes costumavam comprar cerca de quatro peças de roupa e um sapato, esse ano o número caiu para a média de duas vestimentas e um calçado. Fato confirmado pela cliente Vanessa Santos. “Geralmente eu compro roupas e sapatos para usar no Natal e no Ano-Novo, mas esse ano vou comprar apenas para usar no Réveillon”, relatou a consumidora.

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