Moradores do Jd Pelúcio em Itapecerica estão sem água há meses
O descontentamento com a Sabesp é crescente em Itapecerica da Serra. O motivo é a freqüência que falta água nas torneiras das residências dos moradores de diversos bairros do município, entre eles, o Jardim Pelúcio (Distrito do Jacira). São meses com a torneira seca, segundo eles. Os que mais sofrem sem o líquido são os moradores que residem no ponto mais alto da rua, “a água não tem força (pressão) para encher a caixa d’ água quando chega de madrugada”, frisaram.
A situação tornou-se crítica no bairro há exatos cinco meses. De acordo com os moradores, a água que abastecia as residências da bomba que era localizada na rua Agenor Vieira, já não é mais suficiente, uma vez, que foi mudada de local. “A falta de água começou depois que mudaram a bomba para a rua Solimões. Antes nunca tínhamos passado por isso”, comentou a moradora, de 22 anos do local, Maria Aparecida dos Santos.
Em depoimento comovente e demonstrando o que a falta de água constante pode causar na vida dela e dos demais moradores, Maria Aparecida contou que reza a Deus para a água da chuva cair, enquanto muitos rezam para parar, por causa dos estragos que ela proporciona. E é essa água que é utilizada por ela (após ser coada) para fazer a refeição, lavar louça, roupa, tomar banho e até beber.
“Preparei um colhedor de água da chuva. Coloquei essa calha grudada no telhado para ela cair diretamente na máquina de lavar e nos baldes. Coou, fervo e preparo a água para utilizá-la. Vou correr atrás com advogados, Ministério Público, porque sem água não da prá viver”, frisou.
Uma manifestação de cerca de 200 moradores fechou a rua Agenor Vieira da Silva, no último sábado dia 17 de dezembro. Eles querem cobrar da Sabesp que o problema seja resolvido definitivamente e que a bomba seja instalada novamente no mesmo local de antes, pois abastecia os Jardins Pelúcio e Oliveiras.
Segundo Soares a Sabesp alega que existe oscilação de energia que acaba travando o buster da bomba.“Enfrentam a falta de água os moradores das ruas João Pedro de Andrade, Agenor Vieira, Gilmar Viana, José Trape, Antônio Pio e Viela Viana”, pontuou.
De acordo com ele e alguns moradores o caminhão pipa da empresa contratada pela Sabesp entrega uma, ou duas vezes por semana água nas residências, mas a situação que só se agrava, está causando até “brigas, conflitos entre os moradores, por causa do líquido que o caminhão distribui”, comentou.
A falta de água que se arrasta por mais de cinco anos, somente de madrugada ela chega, mas não dá conta de abastecer todas as residências, não deixa de gerar contas a pagar. Isso mesmo, os moradores continuam recebendo suas contas em dia, mas não desfrutam do abastecimento / serviço, já que não contam com água em suas torneiras.
Moradora mostra contas de água pagas
“Recebo todo o mês a conta, mas pago o ar, porque se quiser utilizar a água, preciso acordar de madrugada, ela dura pouco tempo e minutos depois vai embora. Não está adiantando nem acordar no horário que ela chega”, disseram os moradores, entre eles, Maria Alda de 45 anos.
Os moradores enfrentam os mesmos problemas diários sem uma gota de água. “Os balde de roupas sujas estão cheios, caixas de água vazias. Não tem água nem para beber. O sofrimento é grande. Quem tem a opção de tomar banho no serviço, ou lavar roupa em outro local, ainda se livra do acumulo que a falta de água proporciona”, comentou Jaqueline.
Caixa d' água vazia
Vazamentos na rede de água, canos quebrados e buracos sem asfalto depois do conserto são alguns dos principais problemas causados pela empresa em ruas e avenidas das cidades de Itapecerica, Embu e Taboão da Serra.
O contrato celebrado entre a empresa e o município mantém a Sabesp na cidade estabelecendo como contrapartida o repasse a administração dos custos com o transbordo cuja previsão é de R$ 6 milhões.
O governador Geraldo Alckmin assinou, na semana passada, contratos que autorizam a Sabesp a continuar prestando serviços de saneamento nos municípios de Embu das Artes e Itapecerica da Serra. Com a assinatura, a Sabesp fica autorizada a continuar a prestação de serviços de saneamento nestes municípios pelos próximos 30 anos. (Aqui)
A reportagem do Jornal na Net tentou entrar em contato com a Sabesp, por e-mail, mas até o fechamento da matéria não obteve retorno dos questionamentos.
