Emoção marca visitas aos entes queridos neste Feriado

Os sentimentos de tristeza, emoção e saudade marcaram o feriado de Finados, nesta quarta-feira, 2 de novembro. Com olhos lacrimejados os familiares dos entes queridos que morreram, homenagearam com palavras de amor, orações e um lindo vaso de flores os túmulos de seus amados. Os cemitérios das cidades da região receberam durante todo o dia centenas de pessoas que, além de visitarem os túmulos, participaram de missas, realizadas em diversos horários. Embu e Itapecerica receberam cerca de 30 mil pessoas, já Taboão da Serra 50 mil.

“O dia é comemorativo. Visitamos sempre a minha vó, não somente no feriado. Dá muita saudade. E a perda dói muito. Não alivia nada vir visitar, mas é uma forma de homenagem”, disse Kelly de Moraes, moradora do bairro Valo Velho.

A perda da irmã há 10 anos deixa saudade para o trabalhador e morador do Capão Redondo, José Guimarães. “Ela foi assassinada aos 35 anos e deixou dois filhos. Somos Baianos e prometi para meus pais que viria aqui (Cemitério Horto dos Ipês) hoje. Ao mesmo tempo em que sinto tristeza, pela saudade que não acaba, fico feliz de saber que ela está em um lugar melhor que nós, em paz”, comentou.

Ele aconselhou a reportagem e as pessoas ao afirmar que é importante dar valor aos familiares e pessoas que amamos quando estão vivos, “porque depois só resta saudade e aquele sentimento de: se eu tivesse ficado mais próximo dela (o)”, aconselha.

A data destinada aos Finados é simbólica e todos os anos tem o mesmo resultado: cemitérios lotados, ruas repletas de carros estacionados, trânsito lento e faturamento alto para os vendedores de salgados, como pipocas, hot dog, além de doces, flores e guardadores de carros.

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Túmulos repletos de flores


Com a concorrência que aumenta no decorrer dos anos, o vendedor de flores, Antônio Jorge comentou que faturou até as 14h30, o valor de R$ 1 mil, vendendo as flores com variação de preço entre R$ 6,00 e 7,00. No ano passado mais de R$ 2.500 foi faturado, segundo ele. “Tem muita concorrência esse ano, por este motivo ainda restam muitas flores aqui, esse horário no ano passado, já não tinham flores, tinha vendido tudo”, explicou.

O guardador de carros, Thiago de Camargo de 17 anos, contou que o primeiro ano próximo ao cemitério central, cobrando R$ 1,00 para cuidar dos veículos, rendeu ao bolso R$ 50,00.

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Ruas com muitos veículos; guardadores de carros faturam no feriado

 

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