Bancários decidem encerrar a greve
A greve dos bancários iniciada há 21 dias se encerrou na noite desta segunda-feira, 17. As agências devem reabrir nesta terça-feira (18) normalmente no estado. A decisão foi tomada em assembleia, no Centro da capital, e a proposta da federação Nacional dos Bancos (Feneban) a categoria de São Paulo foi aceita.
Os bancários das cidades de Taboão da Serra, Embu das Artes e Itapecerica da Serra também aderiram à paralisação que segundo o sindicato dos bancários de Osasco chegou a 70%. A decisão de voltar aos trabalhos foi unânime.
De acordo com informações da assessoria de imprensa do sindicato da categoria, a proposta patronal tem aumento real, valorização do piso e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), não desconto de dias parados, fim do transporte de numerário e de ranking individual de metas, dentre outras conquistas.
Os bancários do Banco do Brasil também se reuniram nesta segunda-feira e decidiram aceitar a proposta patronal, assim como a Caixa Econômica Federal que deliberaram e aprovaram a proposta
Reajustes
A proposta aceita prevê 9% de reajuste sobre salários, retroativos a 1º de setembro, e 12% de reajuste no piso da categoria, que passa de R$ 1.250 para R$ 1.400 para a função de escriturário.
Houve avanço também na discussão sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A partir de agora, cada trabalhador poderá receber até 2,2 salários mais R$ 2.800 por ano (contra 2,2 salários mais R$ 2.400).
O piso da categoria, recebeu aumento real de 4,3%. Será o oitavo ano consecutivo que os trabalhadores do setor terão aumento real. Os dias de paralisação não serão descontados e serão compensados até o dia 15 de dezembro, segundo a Contraf. Como em anos anteriores, o eventual saldo após esse período será anistiado.
De acordo com a Fenaban, o auxílio-refeição será de R$ 19,78 e a cesta-alimentação passa para R$ 339,08 por mês, além de 13ª cesta no mesmo valor. O auxílio creche mensal será de R$ 284,85 por filho até 6 anos.
Com informações do portal Globo.com
