Ato Pró-Cultura em Taboão reúne professores e alunos

Cerca de 200 artistas e arte educadores do movimento Pró-Cultura Taboão, além de alunos das ONGs que prestam serviço para prefeitura, funcionários da Secretaria de Cultura e a vice-prefeita Márcia Regina, responsável pela pasta se reuniram neste sábado, 24 de setembro em mais uma manifestação na Praça Nicola Vivilechio.

Esta é a 1ª manifestação do movimento que pede pelo retorno imediato das atividades do Liceu de Artes Municipal, Escolas de Música, Bailado, Teatro e Circo. Os motivos pela suspensão dos cursos seriam a falta de pagamento das ONGs prestadoras de serviços para prefeitura e salários atrasados há dois meses. A suspensão de todos os cursos foi feita pela prefeitura no dia 19.

Frases de protestos como: “Senhor Prefeito queremos aulas não deixe à cultura acabar”, “Liceu de Artes - 1.200 alunos pedem à volta as aulas” e “Senhores políticos não fechem o Liceu. Arte também é cultura” foram expressas por meio de cartazes. Depoimentos dos manifestantes e muita cultura expressa por meio de poesias, músicas e brincadeiras de crianças fizeram parte da manifestação. Desenhos com tintas em um grande cartaz também foram expostos no ato pró-cultura.

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Manifestante carrega faixa de protesto

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Diversas manifestações culturais fizeram parte da manifestação


Denúncias que cercam a secretaria municipal de cultural segundo aponta o relatório da Polícia Civil como o desvio dos cofres públicos em torno de 1,8 milhão de reais com o uso de notas frias, além da prestação de contas das ONGs possivelmente envolvidas no esquema que teriam várias fraudes, foi rebatida pela vice-prefeita e secretária da pasta Márcia Regina, durante manifestação.

“As denúncias apontadas pelo investigador (Ivan Jerônimo da Silva) são falsas. Elas (denuncias) não provam como funcionava o processo de contas, que tentamos por em dia, mas acabou atrasando. Porque no inquérito policial não consta que grande parte das ONGs é paga pela prefeitura? Essas falsas denúncias estão atrapalhando nosso trabalho. A nossa cultura não pode parar por causa das denúncias”, afirmou.

Márcia comentou ainda que “falaram que nunca teve aula de cultura, fomentação e que o recurso foi para o bolso de a ou c. Taboão conta com o Liceu e mais 26 lugares que promovem a cultura na cidade. Não tem força capaz de acabar com a cultura na cidade. Vamos enfrentar com toda a força essas denúncias e lutarmos para que as aulas retornem ”, finalizou.

De acordo com Regina Azzulini funcionária da secretaria e Bia Couto, funcionária da ONG Fique Vivo, se existe luta pela educação também deve haver para a cultura. “São denúncias, não foram julgadas ainda. Não entendo porque as portas foram fechadas e os serviços (cursos) suspensos. Se existirem culpados, eles devem pagar e serem afastados, mas a suspensão dos cursos está prejudicando os educadores e alunos”, reivindicou.

Uma sindicância para apurar todas as possíveis irregularidades levantadas e detalhadas no relatório da Polícia Civil iniciou-se na semana do dia 19 de setembro, pela prefeitura. Informações indicam que no total, 70 professores que trabalham nos mais variados cursos oferecidos pela prefeitura, por meio das ONGs foram dispensados, e as prestadoras de serviço (ONGs) rescindiram o contrato de seus profissionais. A prefeitura cancelou também a Escola de Bailado.

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