Comunicação entra no foco da CEI de Taboão
“A empresa Rumo 9, que prestava serviços publicitários para a prefeitura de Taboão da Serra no governo de Fernando Fernandes, era fantasma e conhecida como Paraíso Fiscal”, afirmou Mário de Freitas, secretário de comunicação da prefeitura em seu depoimento à Comissão Especial de Inquérito (CEI) na manhã desta segunda-feira, dia 12. A investigação sobre a Comunicação da Prefeitura de Taboão é mais uma no âmbito da investigação.
Mário de Freitas afirmou também que a empresa só existia no papel e que em um curto espaço de tempo recebeu dos cofres públicos R$ 200 mil. “A imprensa não recebia respaldo da empresa. Nessa época a imprensa era amordaçada. O motoqueiro passava para pegar as notas referentes aos trabalhos prestados à prefeitura”, ressaltou. O publicitário
Aldo Silveira Falco, da empresa Asfalco Publicidade, afirmou em seu depoimento, no período da tarde, aos membros da CEI, que cobrava dos fornecedores 20% do serviço, além de receber a mesma porcentagem da prefeitura. “A porcentagem era cobrada em cima do valor da nota (faturado), como por exemplo, R$ 50 mil”, explicou o relator Paulo Felix. Por fim, Falco observou que quem paga a comissão é sempre o fornecedor. “Nunca a prefeitura”.
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura os desvios de recursos na administração municipal de Taboão da Serra ainda permanece sem respostas concretas dos trabalhos realizados e não tem ao menos um relatório parcial fechado. Quem acompanha as oitivas percebe que há duas correntes políticas literalmente brigando para se manter por cima e controlar a CEI, que já começa a apresentar sinais de desgaste.
Diversos assuntos fazem parte da pauta de investigações, mas nenhum assunto apresenta resposta, assim como, por exemplo, os nomes dos responsáveis pela criação ou reabilitação das senhas utilizadas para desviar o IPTU em Taboão.
