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Delegado acusa Conam na fraude do IPTU em Taboão

Karen Santiago | Atualizado em: 24/08/2011 00:00:00
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Karen SantiagoDepoimentos começaram na manhã desta quarta-feira e se estenderam até às 18h

O depoimento do delegado Raul Godoy à juíza Flávia Castellar nesta quarta-feira, 24, primeiro dia de audiência das testemunhas de acusação dos envolvidos no esquema fraudulento do IPTU de Taboão da Serra apontou a empresa Conam como investigada a partir deste momento. “A partir deste determinado momento da investigação a Conam passa a ser investigada então as informações (que a empresa passa a polícia) não são confiáveis”, ressaltou.

Doutor Raul confirmou no início do depoimento o conteúdo do relatório elaborado pela polícia civil, além de detalhar a participação de cada um dos acusados no crime cometido na cidade.

Questionado sobre o valor total do rombo causado aos cofres públicos municipais, o delegado Raul disse não levar em consideração o valor. “Se fosse R$ 1,00 ou R$ 1 milhão não importa, porque teria acontecido o crime da mesma maneira”, afirmou.

Ainda de acordo com o delegado responsável pelas investigações do crime cometido na cidade, o vereador Carlos Andrade é um dos líderes da organização criminosa formada, segundo a polícia civil, por quatro vereadores, três secretários municipais, funcionários e ex-servidores da prefeitura municipal.

“As narrativas das testemunhas indicam que ele é sim um dos líderes da organização criminosa”, confirmou o que já é apontado no relatório.

Para finalizar, depois de inúmeras perguntas dos advogados de defesa dos réus, Godoy finalizou afirmando que 18 inquéritos sobre a fraude na cidade estão em andamento.

Venda de terreno é intermediada por Milton Andrade

O último depoimento do primeiro dia de audiências foi da testemunha de acusação Diogo Pupo Nogueira Filho que confirmou a venda de um terreno no Jardim Mirna intermediada pelo irmão do vereador Carlos Andrade, Milton.

A afirmação é a mesma que a  primeira testemunha ouvida pela juíza Flávia Castellari. Sílvio Ramalho Foz Júnior, morador também vendeu o mesmo terreno de sua propriedade com o intermédio do Milton Andrade.

Ambos contaram detalhes da transação e falaram do processo que resultou na redução do IPTU do imóvel.

“O terreno está sendo comercializado. Em 2009 paguei de IPTU R$ 4.292, já em 2010, quitei o imposto a vista com cheque nominal à prefeitura municipal (no setor do Atende)”, explicou a testemunha arrolada no processo, Diogo Pupo.

No final da audiência, por volta das 18h, todos os réus assinaram um Termo de Ajustamento pela participação do primeiro dia.

Segundo dia de audiência

Nesta quinta-feira, 25, a juíza Flávia Castellari ouve, no segundo dia de audiência, às 9h, o chefe dos investigadores, Ivan Jerônimo da Silva, um dos responsáveis pelas investigações e também elaboração dos relatórios policiais que indicam irregularidades nos impostos da prefeitura municipal e detalha especificamente o envolvimento dos investigados.

Outras testemunhas de acusação e defesa também serão ouvidas.  Os depoimentos  se estendem até sexta-feira. A informação inicial dia 26, sexta-feira, todos os réus irão depor.

Veja o nome de todos os réus no processo:


Claudia Pereira Santos, Marcelo Marciliano Soares, Antônio Roberto Valadão, João Gilberto Domingues da Paz, Edgard Santos Damiani, Marcos Campinas Pimentel, Natalino José Soares, Luiz Carlos Albuquerque Orlandino, Clomar Zottis, Alekssandra Valentin Silva, Joaquim Batista de Oliveira Neto, Tadeo Antônio, Luis Antônio de Lima, Maruzan Corado Oliveira, Carlos Andrade, Milton Andrade, Turíbio Antônio de Castilho Júnior, José Luiz Eloi, Bruno Camargo Bolfarini, Arnaldo Clemente, Marcelo Pereira Cavalo, Márcio Renato Carra, Rafael da Silva e Celso Vasconcelos, o Celsinho, Alcileide França da Cruz.

Mauricio

Esse tipo de situação impediu que movimentos de moradia perdesse preferência na compra de áreas na cidade para a construção de moradia popular, por conta desse tipo de "influência" cidadãos tiveram o seu sonho da casa própria adiado. Crimes dessa natureza atinge, indiretamente, milhares de pessoas. A transação imobiliária é feita por profissional regulamentado, corretor de imóveis, precisa que se denuncie no Creci/sp se o sr. Milton Andrade está inscrito, se não, é mais um processo por exercicio ilegal da profissão e de maneira antiética.

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