Cinco vereadores depõem na CEI de Itapecerica
Cinco vereadores de Itapecerica da Serra foram ouvidos nesta quinta-feira, 18, pela Comissão Especial de Inquérito (CEI), que apura as denúncias de bota-foras em Itapecerica. O presidente da Câmara, Amarildo Gonçalves, o Chuvisco, Tonho Paraíba, Zé Helio, Lombardi, Jonas Feijó e José Maria.
O primeiro a ser ouvido foi Tonho Paraíba. Ele disse que não havia razões para Vitor Rangel ter citado seu nome nas gravações, pois, só o conheceu quando era funcionário do gabinete do Vereador João Miranda. Chuvisco, por sua vez, ressaltou que, não tem interesse particular com nenhum dos envolvidos, e, pediu que a CEI apure os fatos com rigor.
O vereador afirmou que conheceu Vitor Rangel quando o mesmo era funcionário da casa e que não tinha nenhum outro contato com ele. Chuvisco disse desconhecer esse tipo de prática ilícita em Itapecerica. De acordo com ele só as investigações deverão comprovar a existência dos bota-foras no município.
Zé Hélio afirmou que ouviu o Cd no gabinete do vice-prefeito, Antônio Trollesi, e, que na gravação Vitor afirma que o vereador João Miranda teria ganho dinheiro com as irregularidades. O vereador apontou que a voz de João Miranda prevalece em 70% da gravação. Zé Hélio disse que conheceu Vitor quando ele trabalhava na Câmara.
O vereador Lombardi conta que no seu caso o CD foi deixado na portaria da Câmara Municipal em seu nome, e, que não reconheceu as vozes que estavam gravadas no CD, que conhecia Vitor, mas, não tinha nenhum contato com ele.
Jonas Feijó contou ter ouvido o Cd, e que, a parte que mais lhe causou surpresa foi quando o seu nome foi citado, como forma de irritar João Miranda. Ele disse que conheceu Vitor quando era diretor da regional do Jacira e contou que após ser exonerado por João Miranda, ficou isolado e pediu para trabalhar no seu grupo, mas não foi aceito. “Disse a ele que eu falaria com o João Miranda para que os dois se entendessem”, lembrou, acrescentando que soube pela imprensa que Vitor havia sido exonerado porque prestava serviços em terrenos particulares.
O vereador José Maria disse que tomou conhecimento do CD uma semana antes do mesmo ser protocolado na Câmara Municipal. Ele disse que o CD lhe foi entregue através de requerimento e revelou que chegou a pensar que era uma montagem, até o momento em que o relatório policial foi publicado, reafirmando que não sabe quando nem por quem o CD foi gravado. José Maria disse que conheceu Vitor Rangel quando o mesmo era diretor da Regional do Jacira em 2009, não tendo nenhum outro relacionamento com Vitor.
Ele disse que desde o início de seu mandato vem recebendo denúncias de bota-foras. “Tenho feito e protocolado vários requerimentos e indicações para apuração dos fatos e as respostas são vazias”, declarou o vereador.
