Promotor vai pedir prisão dos acusados em bota-foras

O Promotor de Justiça do Meio Ambiente de Itapecerica da Serra, Gustavo Albano Dias da Silva, afirmou, nesta quarta-feira, 10, que vai pedir a prisão temporária dos 17 investigados no esquema fraudulento de bota-fora em Itapecerica da Serra. Para o promotor, a prisão dos suspeitos é fundamental para que a ordem pública seja garantida, uma vez que após operação realizada em fevereiro pelo Ministério Público, onde oito bota-foras foram fechados, os envolvidos continuaram com o esquema.

O promotor isenta o prefeito Jorge Costa de participação ou responsabilidade sobre os crimes. "Ele é isento da investigação, nada foi encontrado contra ele (prefeito)", revelou o promotor.

“Eles (investigados) continuaram com os aterros clandestinos, bota-fora e licenças, tanto que as conversas que utilizamos como escuta telefônica aconteceram depois da operação, o que significa que se eles permanecerem soltos, eles vão dar continuidade ao esquema”, ressaltou.


Segundo o promotor há indícios que outras pessoas podem estar envolvidas no esquema. “Não descarto o envolvimento de mais policiais militares ambientais e funcionários da prefeitura”, relatou.

A denúncia do Ministério Público aponta que os donos dos terrenos eram aliciados por empreiteiras que tinham como retaguarda fiscais da prefeitura, o vereador João Miranda e policiais militares. “Uma contabilidade foi apreendida demonstrando como se fosse uma mesada, o que empresários supostamente pagariam a funcionários públicos e policiais militares ambientais”, explicou.

A polícia cumpriu nesta quarta-feira 34 mandados de busca e apreensão. Foram visitados 27 lugares, entre eles a Câmara Municipal, a Prefeitura e o quartel da PM. Sete armas e R$ 12 mil foram apreendidos. O dinheiro estava na casa de um dos policiais. O Ministério Público diz, nos autos, que escutas telefônicas mostram que o chefe de gabinete da Prefeitura usava o dinheiro da corrupção para, entre outras coisas, pagar a faculdade de uma secretária.

Os suspeitos foram indiciados por formação de quadrilha, corrupção, falsidade ideológica e crime ambiental. As penas somam mais de dez anos.


Comentários