OAB de Taboão não se posiciona sobre fraude
A Ordem dos Advogados de Taboão da Serra continua sem se posicionar sobre a maior crise política já vivida na cidade. Enquanto outras instituições e movimentos realizam protesto e se manifestam contra a corrupção que assolou Taboão, a OAB se mantém tímida em relação às investigações da polícia civil que investiga a fraude na arrecadação de tributos como o IPTU e o ISS. Ao todo 23 pessoas foram presas, entre eles quatro vereadores, três secretários municipais e vários funcionários e ex-funcionários da prefeitura de Taboão da Serra.
Em entrevista concedida a imprensa regional nesta quinta-feira, 30, após a reunião do Conseg Monte Alegre, o presidente da OAB de Taboão, Doutor Acácio Luiz deixou claro que a instituição é a favor da legalidade e que só vai se manifestar quando as pessoas envolvidas sofrerem processo e forem condenadas. “Tudo que for de forma legal a OAB está apoiando. Cabe a justiça decidir se eles são culpados ou não e os advogados defenderem as pessoas que tem o direito de defesa”, explicou.
Doutor Acácio Luiz não vê nenhuma ilegalidade no andamento das investigações e também não avalia a ação da polícia que entrou na câmara da cidade e prendeu os vereadores Elói, Arnaldinho e Carlos Andrade (que foi algemado), no dia 6 de maio, como arbitrária.
“A polícia faz o levantamento, investigação, o Ministério Público oferece a denúncia e os advogados fazem a defesa. Não vi ilegalidade porque eles estavam com mandado judicial, a juíza autorizou a polícia civil realizar essas prisões. Ilegalidade eu não vi, agora se são culpados ou não cabe a justiça decidir, o devido processo legal. Se houve exagero ou não cabe cada advogados das partes realmente alegar e expressar na defesa”, opinou.
Em relação a falta de posicionamento da OAB de Taboão até este momento, Doutor Acácio ressalta que a instituição “não tem que aparecer de forma alguma, porque as partes envolvidas já contam com seus advogados. A OAB não tem que dar opinião”, disse.
Segundo ele, para dar opinião concreta, a OAB precisa saber o que está acontecendo. “Não sabemos o que está acontecendo, tudo que está acontecendo acompanhamos pela mídia. Não chega informação pra nós”, finalizou.
