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4 crianças presas são libertadas em Itapecerica

Karen Santiago | Atualizado em: 26/06/2011 00:00:00
casa

Karen SantiagoCasa onde crianças permaneceram presas está fechada após prisão de mãe e crianças serem libertadas

Os policiais militares de Itapecerica da Serra, cabo Pires e soldado Ribeiro libertaram após denúncia de familiares, na noite deste sábado, 25 de junho, quatro crianças, três meninas de 1 mês e meio, 4 e 11 anos e um menino de 13 anos em situação de maus tratos, com muita fome, queimaduras e hematomas pelo corpo, a casa onde viviam era feita de cativeiro. Agredidas e mantidas reféns por dias, pela própria mãe, Raquel Arruda dos Santos de Oliveira, 32 anos as crianças, de acordo com os policiais, já estavam há cinco dias sem alimentação. A presa responderá pelo crime de tortura.

Em estado de abandono, sujas, debilitadas, com diversas queimaduras, hematomas, com medo, fome e frio, as crianças choravam e gritavam muito no momento que os policiais chegaram a residência, na rua Gilmar Viana, no 52, no bairro Jardim Pelúcio, próximo ao Santa Júlia. Segundo informações dos policiais, a entrada da guarnição na casa só foi possível após arrombarem a janela, porque Raquel não respondia pelo nome e a porta estava totalmente fechada. Em estado de fúria, a mãe das crianças rasgou o fardamento do soldado.

Os policiais militares contaram que o menino de 13 anos detalhou o que a mãe fazia com seus irmãos. “Ela (a mãe) batia com cinta, chinelo, queimava com ferro. Raquel já esquentou o celular com o ferro de passar roupa e colocou na mão do mais velho, além de com a panela de pipoca quente queimar o queixo, testa e pescoço do mesmo”, contaram. Até a bebê de um mês e meio sofreu maus tratos. “Ela obrigou a sua filha de quatro anos, a lavar a bebê, o que quase causou o seu afogamento”.

De acordo com os policiais a alimentação das crianças era fornecida por vizinhos, a última foi na terça-feira. “A mãe espancava seus filhos em diversos momentos do dia. Na hora de acordar, no momento da oração e para os mesmos fazerem os serviços domésticos, se caso não fosse feito da maneira que a agradava, as crianças apanhavam mais”, relataram. Ainda segundo os policiais, a casa estava com o piso todo molhado, muito suja. Até um cachorro morto foi encontrado no quintal.

Durante todo o resgate a mulher reagiu descontroladamente e de forma agressiva, segundo informou a PM. A todo o momento ela referia-se a Deus, ela teria dito que “Deus quem mandava” ela maltratar os filhos. A corporação disse ainda que ela demonstrou sinais de uma pessoa com problemas mentais.

A irmã mais velha das vítimas disse que há cinco anos acolheu as crianças em sua casa, mas por Raquel ter ficado grávida e, além disso, pela escola ter afirmado que acionaria o conselho tutelar do município devido às faltas constantes no colégio, ela foi obrigada a devolver as crianças, mas agora se compromete a lutar pela guarda definitiva dos quatro.

“Fazem mais ou menos três anos que ela vinha agredindo com mais freqüência meus irmãos. Na época somente meu irmão mais velho (13 anos) não veio pra minha casa, pois demonstrava muito medo, essa foi a primeira vez que ele contou tudo o que sofria esses anos todos. Na última semana ela não permitiu a ida das crianças para a escola, devido à gravidade dos hematomas, pois estava ciente que a escola vendo os machucados acionaria o conselho tutelar”, relatou.

Raquel Arruda dos Santos de Oliveira foi levada ao Hospital Pirajussara, em Taboão, onde passará por exames psicológicos e até o resultado da perícia oficial realizado pelo Estado permanecerá presa por tortura. Já as quatro crianças foram encaminhadas ao Conselho Tutelar do município.

Confira fotos:

farda

pms_1

Sd Ribeiro e cabo Pires responsáveis por liberar as crianças

12º

amaral dos santos moura

pelo amor de Deus, o que acontece com essas mulheres loucas que não cuidam nem do proprio filho ? tomara que nunca mais ela tenha outro filho e que so veja os seus no fim de semana.

11º

Gabriel

Meu Deus ainda bem que tiraram as crianças dela. Uma louca.

10º

Edson Antunes

Parabéns aos policiais que enfrentam todo tipo de violência como esta, e o melhor, combatem-na ! É complicado sobreviver em ambiente em que a própria mãe espanca, tortura . Onde vamos parar, Deus ?

Fausto

Eita Itapecerica véia de guerra ! Ainda bem que tem gente honesta e policial que protege quem precisa. Vams acabar com os trafico tambem gente .

Fabio Ribeiro

No trecho: “A propósito, por falar em animais, NÃO foi citado o cão encontrado morto no quintal, que provavelmente morreu há dias, de fome, tendo em vista ter sido encontrado magro, acorrentado em sua casinha, próximo à janela do quarto desta residência ... ”, entenda-se como inexistente este “não”, pois, após ter sido enviado o comentário, ele só é visto quando publicado, não sendo possível corrigi-lo. A frase somente detalha como foi encontrado o animal na residência. Obs.: Bela reportagem de Karen Santiago, onde é enaltecido o bom trabalho da polícia, em parceria com a população, a fim de evitar essa prática de violência.

Fabio Ribeiro

ESTE É MAIS UM BELO TRABALHO DA POLÍCIA MILITAR ! Meu maior orgulho é fazer parte de uma corporação em que, mesmo não se conhecendo as pessoas, não fazendo parte das famílias, ainda assim, literalmente dá-se a vida para amparar aqueles que necessitam ... O que mais me espanta e entristece, é saber que muitas pessoas desconfiavam e nem mesmo assim, tentaram descobrir o que acontecia, deixando a mercê desta mãe desnaturada, quatro crianças vivendo pior do que animais ... E as tantas outras pessoas entre crianças, mulheres e idosos que vivem em situação semelhante ou pior e não temos conhecimento ? Temos que pensar no futuro . Esse tipo de tratamento à criança é que cria o infrator de amanhã ! A propósito, por falar em animais, não foi citado o cão encontrado morto no quintal, que provavelmente morreu há dias, de fome, tendo em vista ter sido encontrado magro, acorrentado em sua casinha, próximo à janela do quarto desta residência ... Você também pode fazer sua parte como cidadão de bem. Não seja omisso ! Não compactue com esse tipo de violência ! O simples fato de não denunciar, faz de cada um que tem conhecimento ou desconfia de tal ato, cúmplice. Denuncie através do 190 POLÍCIA MILITAR ou 181 DISK DENÚNCIA ! Conte conosco !

Resposta:

Em relação ao cão foi citado sim.

Jhonatha Weslley

nossa, eu moro na gilmar viana, mas eu moro no numero 733, e nunca reparei isso, só agora que a prima do raphael (filho de 13 anos) foi contar para a gente na sala de aula, a marinara (prima) disse que seu primo contava tudo para éla. e éssa malvada raquel, andava de coc na cabeça e uma saia de igreja, éla sempre saia com os 4 filhos mais velhos e mandava o raphael catar latinha, puxava a segunda filha mas nova... e teve uma vez que éla deixou a vela ligada dentro de casa, e saiu pra uma festa, ai pegou fogo em tudo, e as crianças sofreram queimaduras, o raphael, éra da minha escola "Julia De Castro Carneiro" ele éra da Série 7°d, e sempre aparecia com machucados, e tals, ele éra queto, falava comigo tudo, mais ele nunca se abriu e disse que sofria mals tratos, por isso eu não sabia =/

jose jeronimo soares

isso nao deve permanecer mais do geito que acontecia pois um basta ok

AMALIA

TO GOSTANDO DE VER A POLICIA DANDO EM CIMA DE TANTA COISA ERRADA NA NOSSA CIDADE........PRINCIPALMENTE DANDO UMA LIMPADA NÓS NOIAS DO PARQUE PARAISO JA ERA TEMPO, MAIS MESMO ASSIM O PARQUE AINDA TA LOTADO DESTES RATOS QUE VIVEM PELA RUA DURANTE O DIA E A NOITE ELES Ñ TEM MAIS LIMITES NO FINAL DOS ONIBUS ENTÃO PIOR AINDA...PAU NELES PESSOAL.

soares

fico muito triste em saber desta situação que crianças passam por tantos mau tratos as vezes do nosso lado mas graças a DEUS acabou bem soares moro proxímo

Poliana

Cabo Pires ée o meu paii hehehe xD

LUIZA américo

Até quando as crianças brasileiras vão sofrer nas mãos das próprias mães e das próprias familias???????????????

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