Conseg de Itapecerica discute tráfego de caminhões
Discordância e várias reivindicações marcaram a reunião do Conseg de Itapecerica da Serra, na última segunda-feira, dia 16. O clima de tranquilidade habitual da reunião, que tem como objetivo principal, debater a segurança no município, cedeu espaço ao debate entre os moradores do bairro Jardim Sampaio, o secretário de obras, Carlos Hueb e vereador Paulinho PM (PMDB).
Ao invés de abordar a segurança, o trabalho da polícia militar, civil e guarda municipal, o assunto predominante foi o trajeto que os caminhões estão percorrendo pelas ruas do bairro, causando rachaduras nas residências e muito transtorno aos moradores, entre eles fiação arrebentada. O recapeamento de algumas ruas e as calçadas também foram temas da reunião.
“Muitas casas estão repletas de rachaduras. Para diminuir o prejuízo que o centro (Av. XV de Novembro e ruas adjacentes) enfrentava o secretário proibiu que os caminhões fizessem o trajeto, mas quem se prejudicou com essas mudanças foram nós, os moradores que precisamos constantemente aguentar os caminhões nas ruas. Placas para controle do tráfego de caminhões poderiam ser implantadas”, reivindicaram os moradores.
Em relação às calçadas, alguns munícipes questionaram qual o tamanho padrão estabelecido pela lei municipal e o secretário, Carlos Hueb afirmou que a responsabilidade para adequar as calçadas em 2 metros de largura, é do proprietário, que tem por obrigação fazer a readequação conforme a lei. “Se o morador não fizer à calçada, ele será notificado, a prefeitura pode fazer, mas vai cobrar o valor no IPTU”, frisou Carlos Hueb.
Moradores comentaram que é um absurdo ter que andar pela rua que muitas vezes está sem iluminação. “Algumas calçadas não estão no tamanho certo, tem umas com meio metro. O que a prefeitura pode fazer em relação a isso? A iluminação também está deixando a desejar”.
A reportagem do Jornal na Net ciente da solicitação dos moradores entrou em contato com o secretário de Segurança, Trânsito e Transporte, Carlos Maximiliano Fonseca (Max), nesta segunda-feira, 20, e ele aconselhou que os moradores com problemas em sua residência, procurem a Defesa Civil da Cidade e também solicitem por escrito a avaliação junto a secretaria.
“A secretaria se compromete a estudar caso por caso e fazer as mudanças necessárias, mas não permitir o tráfego de caminhões por Itapecerica é inviável, afinal não posso deixar os fornecedores sem as mercadorias”, avaliou.
Policiamento
A reunião abordou, em raros momentos, a segurança no município. Os temas discutidos foram ronda escolar, lei do silêncio, base móvel e Proerd. Uma grande apreensão de entorpecentes e a prisão de três acusados foram levantadas pelo Delegado Marcelo Santos. http://www.jornalnanet.com.br/noticias/2778/policia-fecha-tres-laboratorios-de-drogas-em-itapecerica
Dona Geralda (do Conselho de Saúde) também falou da importância do cuidado com os jovens que sem orientação dos familiares se envolvem no mundo do crime e do uso de entorpecentes.
O capitão da polícia militar, Prado, afirmou, em resposta a um morador, que a ronda escolar continua na cidade, atualmente com quatro viaturas que se revezam para fazer a segurança de 32 escolas. Em relação ao Proerd, Prado ressaltou que a escola que tenha interesse em receber o programa encaminhe um ofício por escrito para a Polícia, para que no próximo cronograma a instituição seja contemplada.
“A base móvel não está em operação desde o começo do ano. Para consertar os problemas que ela apresentou, passava mais de 60% do valor, por isso não permite que a mesma fosse descarregada, sem ter certeza que novas viaturas fossem entregues”, explicou.
O som alto proveniente de bares abertos até de madrugada também foi levantado pelos moradores. Segundo o capitão Prado e o subcomandante da Guarda Civil Municipal, Fábio as duas corporações não podem autuar o estabelecimento, sem a presença da fiscalização. “Esse procedimento só poderia acontecer caso fosse realizado uma ação conjunta entre a fiscalização com a PM ou GCM”, ressaltaram.
“A GCM recebe muitas ligações em relação à perturbação de sossego, mas ela não tem o poder de fiscalizar”, explicou Fábio.
Os moradores presentes na reunião elogiaram o trabalho que a polícia militar realizou na manifestação organizada pelos munícipes do bairro que enfrentaram mais de 72 horas sem energia elétrica. “Os policiais estão de parabéns, muito educados e permaneceram conosco até a Eletropaulo ligar a energia”, finalizaram.
