Taboão terá ato contra corrupção nesta terça
Uma manifestação contra a corrupção que assola Taboão da Serra será realizada, nesta terça-feira, 21, pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto). Com concentração marcada para as 15h no Largo da cidade, com destino final, meia hora depois, em frente à prefeitura, a segunda manifestação em menos de um mês promete mostrar a indignação dos participantes em relação à fraude desmantelada pela polícia civil do município.
Em nota divulgada a imprensa o “Capital Imobiliário” é apontado como grande pivô dos escândalos na prefeitura do município. O MTST segundo a nota vem acompanhando o desenrolar da fraude desde as primeiras prisões, entre eles três vereadores, no dia 3 de maio, acusados, de acordo com a nota, de fazerem parte de uma máfia montada para desviar dinheiro arrecadado dos impostos do IPTU.
A nota aborda que o alvo da crise neste momento é o atual prefeito Dr. Evilásio Farias, uma vez que se discute abertamente qual o seu envolvimento nos desvios de verbas e impostos arrecadados, afinal todos os presos até o momento fazem parte do núcleo que hoje governa a cidade.
“É difícil imaginar que o prefeito Evilásio Farias não sabia da existência de uma quadrilha (formada por pessoas de sua mais absoluta confiança) que a 7 anos desviava dinheiro público, isso tudo sem seu total conhecimento”, comentaram.
Ainda segundo a nota, a atual administração governa junto com donos de imobiliárias a serviço de empreiteiros que atuam na cidade. “Não é por acaso que esse foi o setor que mais lucrou com o recálculo da planta genérica do município que elevou o IPTU em muitos casos em mais de 1000%. E não é por acaso que boa parte dos presos até o momento tem envolvimento com o mercado imobiliário da cidade”.
Confira os dois últimos trechos da nota divulgada a imprensa:
... Evilásio Farias não cumpriu o que determina o Plano Diretor do município, aprovado por unanimidade pela Câmara que reserva 50% das ZEIS 1 (Zona Especial de Interesse Social), aprovado com grande participação popular, para as famílias com renda de 1 a 3 salários mínimos, o que demonstra sua aptidão para os grandes projetos imobiliários e seu descaso com a população de baixa renda.
No dia 11 de maio, às famílias do Acampamento Che Guevara (ocupação organizada pelo MTST) foram despejadas do terreno em que estavam há quase um ano. Ocorre que 5 dias após o despejo, o mesmo está cercado e segundo informações foi vendido para uma grande empreiteira. Esse terreno está apontado no Plano Diretor como área de interesse social, e para que se construa qualquer outro empreendimento seria necessário mudanças no Plano Diretor, que por obrigação teriam que ser aprovadas pela Câmara Municipal, o que nós não iremos aceitar.
