Tales Franco depõe na CEI e causa mais polêmica

O vereador Tales Franco (PRB) confirmou nesta quinta-feira, 16, informação de que um funcionário da empresa Conam teria procurado os funcionários do setor de informática da prefeitura afim de incriminar o preso Márcio Carra como responsável pela criação da senha ‘Zelda’. Ele negou em seu depoimento à Comissão Especial de Inquérito (CEI), que tenha citado os nomes dos envolvidos nas denúncias que fez após a sessão da terça-feira (14).

Tales Franco disse que não citou o nome do funcionário da Conam que teria tentado jogar em Márcio Carra a responsabilidade pela fraude na arrecadação de tributos da prefeitura.

O vereador novato disse que os jornalistas deturparam as informações dadas por ele, já que não citou palavras como corrupção, suborno e corromper.

“Fiquei sabendo de forma superficial da denúncia, já os senhores souberam das informações de forma detalhada”, referindo-se a conversa entre os vereadores e os funcionários do setor de informática que possivelmente foram procurados por Rinaldo Abreu para tentar atribuir a Márcio Carra a criação da senha Zelda.

De acordo com ele, nomes não foram usados na entrevista. “O que eu disse é que a criação da senha zelda fosse encima do Márcio Carra, afinal ele já está preso mesmo”, ele explicou aos vereadores.

Tales Franco relatou a CEI que teria sido procurado pelo funcionário da prefeitura “Luis” que lhe confidenciou “que o Rinaldo [da Conam] propôs colocar a culpa no [Márcio] Carra que já está preso”.

Porém, um ofício encaminhado e assinado por três funcionários do setor de informática desmente a versão apresentada pelo vereador. “O depoimento do vereador [à imprensa] é inverídica. (…) Não houve qualquer tentativa de suborno dentro deste departamento”, esclarece o ofício. Porém, duas assinaturas foram feitas pela mesma pessoa. Fato que gerou muitas discussões entre os parlamentares, que devem receber outro ofício corrigindo o erro.

Por causa desse erro nas assinaturas os vereadores estiveram no CPD da prefeitura para ouvir os funcionários a respeito.


Declarações do vereador causam polêmica

Em seu depoimento Tales Franco tentou desmentir as informações veiculadas no Jornal na Net. Logo em seguida confirmou o fato relatado por ele aos vereadores da CEI. Na entrevista o vereador não citou à imprensa o nome do funcionário Rinaldo Abreu, da Conam, entrentanto, já o havia feito a outros vereadores que repassaram a informação à imprensa e ao Jornal na Net.Ouça aqui na íntegra o audio da entrevista públicado pelo site Taboão em Foco.

A Conam enviou ao Jornal na Net nota oficial sobre o assunto. Leia na íntegra:
A Conam, Consultoria em Administração Municipal, está há mais de 30 anos no mercado e atende, hoje, a mais de 30 prefeituras nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Seus consultores são especialistas altamente qualificados, com vasta experiência nas áreas jurídica, orçamentária, financeira, de recursos humanos, de suprimentos, de licitações, de planejamento, de educação e de saúde. A empresa também trabalha com engenheiros, analistas de sistemas e programadores para o desenvolvimento e a manutenção de modernos aplicativos de informática. Além de experiência comprovada no trato de questões de administração municipal, a Conam só trabalha com profissionais que atuem de acordo com princípios éticos e morais da empresa.

Assim, a Conam repudia veementemente a atitude do vereador Tales Franco, de Taboão da Serra, que acusou um funcionário da empresa de supostamente tentar subornar servidores do Centro de Processamento de Dados (CPD), durante sessão da Câmara Municipal, na última terça-feira (14/6). A acusação não tem qualquer fundamento e, por essa razão, a Conam irá à Justiça tomar as medidas cabíveis contra o caluniador.

Em Taboão da Serra, a Conam desempenhou um papel fundamental no esclarecimento das fraudes praticadas dentro da administração municipal. E foi a excelência de seus sistemas que permitiu a identificação dos responsáveis. Desde o início, a Conam tem cooperado com o Poder Judiciário na investigação das denúncias de fraudes, estando em contanto constante com a Justiça.

Reafirma-se sua disposição de cooperar para que o caso seja apurado, a justiça seja feita e os culpados, punidos.

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