Prisão dos acusados em Taboão é prorrogada
A polícia civil pediu e a justiça prorrogou por mais cinco dias a prisão preventiva dos 15 acusados de participação no esquema que fraudou a arrecadação de tributos da prefeitura de Taboão da Serra. Eles foram presos na segunda etapa da operação Cleptocracia (governo de ladrões), realizada na segunda-feira, dia 6. Informações iniciais indicam que haverá uma nova etapa na investigação podendo resultar em novas prisões na cidade.Entre esses presos na segunda fase da operação estão o vereador Natal e os secretários municipais Maruzan Corado, Luis Antônio de Lima, Roberto Valadão e vários funcionários e ex-funcionários da prefeitura. Os três vereadores e os demais presos na primeira etapa da operação continuam presos e já tiveram dois pedidos de habeas corpus negado.
Com a decisão da justiça, os envolvidos na segunda etapa da operação policial ficarão presos inicialmente até a quarta-feira, dia 15. A prisão preventiva iria expirar no sábado, dia 11 Como a polícia não descartou a possibilidade de pedir a prisão provisória (por tempo indeterminado, como no caso dos primeiros presos) não dá para saber se eles serão liberados ou não após o fim da nova prisão por cinco dias.
Na segunda-feira (6), durante a prisão dos acusados o delegado Raul Godoy Neto já havia antecipado que pediria a prorrogação da prisão dos acusados em razão da robustez das provas colhidas durante as buscas e apreensões e os depoimentos que ajudaram a polícia a desmontar o esquema fraudulento.
Os presos estão distribuídos nas cadeias das delegacias de Taboão da Serra, Itapecerica da Serra e Embu-Guaçu. Ao todo a polícia já prendeu 23 pessoas por envolvimento com a fraude. A primeira prisão feita foi de Mário Renato Carra, no dia 18 de março. Ele foi pego em flagrante fazendo baixa indevida de IPTU, segundo informações do inquérito policial Carra disse que os IPTUS baixados no instante do flagrante estavam os que foram pedidos pelo vereador Natal.
Os ex-funcionários da prefeitura Joaquim Batista de Oliveira Neto, Rafael da Silva, o Rafinha, Marcelo Pereira Cavalo e Acileide Franca da Cruz, ainda continuam foragidos. A prisão deles está decretada e a polícia está a procura dos mesmos.
