Novas denúncias agravam crise em Taboão
A crise política sem precedente na história de Taboão da Serra não para de se agravar. Nesta terça-feira (7) várias denúncias feitas em tribuna na câmara municipal podem esquentar ainda mais o clima político na cidade. O vereador Paulo Félix, relator da CEI que apura a fraude na arrecadação de tributos da prefeitura tornou pública a informação de que a polícia está investigando uma possível tentativa do prefeito Evilásio Farias de barrar os trabalhos da comissão "blindando" a administração. Paulo Félix não citou nomes, mas as informações de bastidores indicam que ao menos dois vereadores integrantes da comissão teriam sido procurados pelo prefeito com essa finalidade.
As declarações a que Paulo Félix se refere constam nas páginas 36 e 37 do relatório da Polícia Cívil que culminou com as 14 novas prisões feitas pela polícia nesta segunda-feira (6). Uma testemunha que não teve a identidade revelada, mas que pelo teor do documento deve ter relações estreitas com o alto escalão do governo, relatou detalhes de conversas, reuniões e até pagamentos indevidos num depoimento espontâneo prestado no dia 25 de maio.
A suposta tentativa de frustrar os trabalhos da CEI foi repudiada por todos os integrantes da comissão. O presidente, José Aparecido Alves, o Cido, reafirmou o compromisso de trabalhar a fim de passar a situação a limpo dando uma resposta à câmara e à sociedade. Ele abriu mão dos sigilos bancário, fiscal e telefônico afirmando que não tem nada a temer.
O vereador Wagner Eckstein também autorizou a quebra dos sigilos.Todos os vereadores foram unânimes em admitir a fragilidade do sistema da Conam e cobrar mecanismos de segurança capazes de proteger a receita da cidade.
Já o vereador Valdevan Noventa disse que também vem recebendo várias denúncias que podem ajudar a investigação. Segundo ele as informações apontam que em janeiro de 2005 Turíbio Antônio Castilho foi exonerado após constatação de envolvimento nesse tipo de fraude. Noventa afirmou que outros documentos recebidos por ele apontam que um terreno próximo a Prodesp teve seu valor venal reduzido indevidamente.
“A Conam presta serviço a prefeitura há muitos anos. Cabe a essa comissão aprofundar a investigação. O trabalho dessa CEI está apenas começando e não podemos saber onde e quando vai parar”, avisou Noventa.
Contrato da Conam
Em meio à crise sem precedente a prefeitura fechou um contrato emergencial com a Conam. O contrato da empresa findou no dia 27 de maio e foi feito em regime de emergência. Os vereadores criticaram duramente a medida alegando que ela é um desrespeito a população.
O vereador Paulo Félix disse que há indícios de que o pregão emergencial foi feito de forma irregular.
