Conseg Monte Alegre: moradores não fazem BO

As imediações da Escola Julieta Caldas Ferraz no Jardim Monte Alegre, em Taboão da Serra, voltou a registrar casos de violência. No dia 17 de maio uma mulher foi assaltada por volta das 10 horas da manhã, por dois criminosos usando uma moto. Eles levaram a bolsa dela, a Guarda Municipal foi acionada, mas nenhum suspeito foi detido.

Poucos dias depois uma jovem sofreu uma tentativa de estupro e foi socorrida pelo porteiro de um dos prédios próximos da escola. Alguns casos de pichação começam a acontecer no bairro com a participação de adolescentes. Os casos foram relatados na reunião do Conseg do Jardim Monte Alegre.

Em nenhum dos três casos foi feito Boletim de Ocorrência (BO) o que dificulta o trabalho da polícia. O capitão Will, responsável pelo policiamento na região, voltou a orientar os moradores sobre a necessidade de fazer BO. Ele explicou que a pichação é caracterizada como crime ambiental, sendo porta de entrada para outras práticas ilícitas.

A advogada Julia Collet falou que vem recebendo ligações de pessoas pedindo socorro, dando a entender que foi sequestrada. Ela pediu ajuda para descobrir de onde vem as ligações e quem as faz. De acordo com ela aconteceu em janeiro e se repetiu três vezes na última semana. Ela relatou que na escola onde trabalha o tráfico está se instalando.
 “Tenho 6 filhos. Pego o celular e ligo para os seis. É um desespero. Acredito que são aquelas ligações feitas dos presídios”, afirmou.

Durante a reunião os participantes voltaram a cobrar a atualização dos dados da cidade no  IBGE que são utilizados como base para a implantação do policiamento preventivo. O vereador Olívio Nóbrega se comprometeu com os participantes do Conseg a entrar em contato com o instituto para solicitar a atualização dos dados.

A prefeitura vai implantar em Taboão duas bases móveis da Guarda Civil Municipal no Parque Marabá e no São Judas. Na região do Marabá os moradores relataram problemas na rua onde acontece às segundas-feiras o Sarau do Binho. “A idéia do Sarau é reunir gente boa, mas, tem muito malandro também”, disse um morador.

Um professor relatou que na região do Parque Pinheiros, CSU e Pirajuçara o avanço do tráfico e consumo de drogas é preocupante. Ele disse defendeu um trabalho conjunto de prevenção e de combate à droga.

Em tom de desabafo uma jovem relatou que presenciou um policial do Garra xingando uma criança negra na porta de uma escola. Ela disse que as outras crianças ficaram assustadas com a agressividade dele. O delegado Gilson Leite pediu desculpas pelo ocorrido em nome da Polícia Civil. 

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