Moradores questionam Jorge Costa e secretários
O prefeito, Jorge Costa, a superintendente de Saúde, Michele Salles, secretário de obras, Carlos Hueb, esportes, Cleber Bernardes e os vereadores José Maria (PT) e João Miranda (PSB) responderam as principais reivindicações dos moradores em relação à saúde, meio ambiente, trânsito, transporte, esporte, educação e cultura em plenária realizada nesta terça-feira, 24, na Paróquia Maria Mãe dos Caminhantes, no Parque Paraíso, em Itapecerica da Serra.
Questões como, a demora em marcar consultas médicas, falta de equipamentos básicos nos Prontos Socorros, pontos de alagamentos, ruas esburacadas, esgoto a céu aberto, entulho e lixo nas portas das residências, dificuldade para conseguir vagas nas creches (EMs) e mudança do itinerário dos caminhões foram os principais assuntos apontados pelos moradores.
“Se não fosse o hospital das clinicas tinha perdido a visão e hoje não estaria aqui vendo vocês. Fiquei mais de seis meses para marcar consulta na cidade, mas não consegui”, disse um morador. Outro senhor afirmou que já tentou diversas vezes marcar consulta, mas também não conseguiu.
Michele Salles explicou que é normal a falta de material em algumas UBS e PS. “Trabalhamos com uma grade no almoxarifado, alguns lugares usa-se mais os materiais, por isso falta, e neste caso, é pedido emprestado para outra unidade próxima. Temos como comprovar pelos balancetes, contas que pedimos todos os materiais”.
Em relação às reclamações referentes à demora em marcar consulta médica, Michele afirmou que em média, durante um mês, 200 pacientes faltam nas consultas médicas, prejudicando aquele paciente que precisava passar. A venda de senha para marcar consulta também foi comentado por ela. “Se o paciente não for, desmarque a consulta, para dar vaga a outra pessoa que precisa passar pelo médico”, disse.
Jorge Costa, respondendo sobre o recapeamento em ruas da cidade, afirmou que somente no parque paraíso, 48 ruas passaram por recape. “O volume de carro aumentou muito na cidade e as ruas anteriormente não tinham manutenção. Nas glebas 6 e 7 (faltam recapear oito ruas), vamos realizar tapa buraco no Jardim Sampaio, Valo Velho recebeu o recapeamento hoje, Santa Júlia faltam duas ruas e novas ruas foram recapeadas e no centro 118 receberam o tapa buraco”.
O contrato com a Sabesp, o horário da sessão da Câmara e a eleição da presidente do conselho de saúde também foram questionados na plenária. “Não entendo porque o contrato com a Sabesp foi assinado, após a ineficiência do trabalho prestado”, diz um morador. Ele acrescentou que o horário da audiência pública sobre o contrato com a Sabesp e a sessão da Câmara da cidade impossibilita a participação dos moradores, “todos estão trabalhando no horário da sessão”, completa.
José Maria esclareceu que fez sua parte. “Tentei convencer os vereadores que poderíamos fazer um tratamento por nossa conta. O caminhão limpa fossa seria uma forma de amenizar o problema. O problema do esgoto é do Estado de São Paulo”.
Para o prefeito, as emendas propostas pelo vereador do PT seriam ideais para a cidade. Jorge negou que o contrato firmado com a Sabesp foi renovado por 30 anos. “Renovamos por cinco anos. A cada cinco anos vamos fazer uma avaliação, se continuamos ou não com o contrato”, explicou.
Em relação à eleição no Conselho municipal de saúde, onde os próprios conselheiros lutam para eleger como presidente uma pessoa da sociedade civil, não a superintendente de saúde, Michele Salles, um conselheiro, questionou porque deve ser a Michele que deve fiscalizar o seu próprio trabalho.
“Essa lei é de 1989, como já existia essa lei, não tinha porque mudá-la. Por exemplo, o presidente, se for da sociedade civil, decide que tenho que aumentar o salário dos médicos, com o valor atual de Taboão, R$ 80 por hora, mas eu não posso fazer isso, porque não tenho recurso, mas mesmo não podendo aumentar, tinha que fazê-lo, foi só por causa disso que não quis mudar. Quem decide a saúde é o conselho”, argumentou Jorge Costa.
A dificuldade para conseguir vagas nas EMs também foi esclarecida por Jorge Costa. “Contamos atualmente com 65 escolas municipais (antigas creches), temos 17 mil alunos matriculados e ainda faltam vagas. Entreguei esse mês mais duas escolas e estou desapropriando terreno para construir mais três, para atender a demanda da cidade”.
Ainda no âmbito da educação Jorge foi questionado sobre as faculdades existentes na cidade e também uma faculdade gratuita para beneficiar a população. “Itapecerica conta com uma Ufscar (universidade federal). A cidade de Embu conta com a ETEC. E a região irá receber uma universidade federal, Unifesp em Embu, as obras estão bem adiantadas”, finalizou.
Também acompanharam a plenária, os assessores do prefeito, Calado e Heleno. O diretor do meio ambiente, Marcos de Souza (Marquinhos), secretária de governo, Soraya Miranda e coordenador da defesa civil, Maurício Rocha.
Moradores compareceram em peso, na plenária
Prefeito recebe abaixo assinado dos moradores do Parque Paraíso
