CEI fará nova diligência na prefeitura de Taboão da Serra
Na manhã desta terça-feira (17) os vereadores que integram a Comissão Especial de Investigação (CEI) criada para apurar a fraude na arrecadação de tributos da prefeitura de Taboão, que levou para a cadeia três vereadores, e, segundo a polícia, causou aos cofres públicos um rombo superior a R$ 10 milhões, fizeram diligência na Secretaria de Finanças. A ação acabou não tendo o efeito esperado uma vez que o secretário municipal de Finanças, Maruzan Corado e o sub-secretário da Pasta, Valadão, não estavam na prefeitura. Na sexta-feira pela manhã os vereadores planejam voltar a fazer diligência na prefeitura.
“Iremos voltar novamente a prefeitura e se for infrutífero iremos intimar o secretário”, afirmou o relator da CEI, Paulo Félix.
A ausência dos dois responsáveis pelas Finanças da prefeitura só não prejudicou o trabalho da CEI porque os vereadores se detiveram no setor de cadastro e no CPD para entender melhor o funcionamento de ambos. Os parlamentares receberam ajuda dos servidores presentes no local. Posteriormente avaliaram que a diligência foi bastante produtiva. Estiveram presentes o presidente da CEI, José Aparecido Alves, o Cido, Wagner Eckstein, Paulo Félix e Olívio Nóbrega.
“Tivemos muitas explicações e acesso a documentos importantes. Requisitamos tudo de forma oficial e estamos aguardando o envio”, observou o relator da CEI, vereador Paulo Félix.
Ele disse que o trabalho da comissão está apenas começando e garantiu que o objetivo não é perseguir ou inocentar ninguém.
O vereador Olívio Nóbrega, que inicialmente seria o relator da CEI, e, foi substituído após decisão do plenário quando ele entregou a liderança do governo na tribuna relatou que os documentos encontrados pela CEI na visita in loco a prefeitura foram reveladores.
Nesta quarta-feira pela manhã, as 10 horas, a CEI realiza audiência pública para ouvir o funcionário Donizete, responsável pelo Centro de Processamento de Dados da prefeitura irá depor na comissão. À tarde, às 16h, os representantes empresa que gerencia o sistema informatizado da prefeitura serão ouvidos. A oitiva da Conam é uma das mais aguardadas pois poderá revelar mais detalhes sobre a fraude ainda desconhecidos dos vereadores.
Ainda nesta quarta-feira a comissão irá apontar quem vai ouvir na próxima sexta-feira (20). Os vereadores se declaram empenhados a dar uma resposta a sociedade diante do que chamam da maior crise institucional da história de Taboão da Serra.
Abalados eles planejam dar uma resposta à sociedade visando superar a crise institucional e o efeito psicológico que ela provoca. A crise provocou um racha entre os poderes legislativo e executivo. Desde a prisão dos vereadores Arnaldinho da Imobiliária (PSB), Carlos Andrade (PV) e José Luiz Elói (PMDB) durante a sessão os vereadores de Taboão alegam não terem tido mais contato com o prefeito Evilásio Farias.
Paulo Félix disse que os vereadores esperam um contato dele para realizar uma reunião institucional. Ele revelou que não comunicou o prefeito formalmente da decisão de deixar a liderança de governo, já que não falou mais com ele depois das prisões.
O vereador Paulo Félix também falou sobre a crise política que a cidade vive. “O que vivemos hoje é uma crise sem precedentes desde a fundação da cidade, nunca vivemos uma crise política, institucional e social como vivemos agora. Está difícil ser vereador neste momento passamos muito tempo dando explicação a população nas ruas. Em 26 anos de mandato nunca vi nada assim”, observou.
