Polícia vai pedir prorrogação da prisão dos vereadores e demais acusados da fraude em Taboão
A Polícia Civil de Taboão da Serra decidiu que irá pedir a prisão preventiva (por tempo indeterminado) dos vereadores Arnaldinho da Imobiliária (PSB), Carlos Andrade (PV) e José Luiz Eloi (PMDB), um funcionário público municipal e quatro ex-funcionários presos semana passada.
Eles são investigados por um suposto esquema de desvio de verbas de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) que teria movimentado, conforme as apurações preliminares, pelo menos R$ 10 milhões desde o ano passado.
Na noite do último sábado (7), a Justiça criminal em Taboão deferiu pedido da Polícia Civil, ao qual houve manifestação favorável do Ministério Público, para que a prisão temporária (por cinco dias) do grupo fosse prorrogada até a próxima quinta-feira (12).
O delegado Gilberto Geraldi é quem assumiu as investigações sobre o caso em razão das férias do delegado Raul Godoy Neto que iniciou a investigação e efetuou as prisões de todos os acusados. Ele declarou à imprensa que está se inteirando do processo e coletando provas para fundamentar bem o inquérito.
O delegado contou que está correndo contra o tempo a fim de preparar tudo e encaminhar ao Ministério Público.
Enquanto a polícia trabalha para manter os vereadores e os demais acusados na prisão a câmara municipal de Taboão quer fazer a defesa da instituição. Até o momento a casa não discutiu a possibilidade de afastamento dos vereadores presos sob a acusação de integrar o esquema de fraude.
O PV de Taboão dvivulgou uma nota oficial afirmando acreditar na inocência do vereador Carlos Andrade e alegando que a prisão dele resultou de uma armação política em decorrência dele ser candidato à prefeitura municipal em 2012.
