Relatório de investigação de fraude em Taboão

O relatório da operação batizada de “Cleptocracia” que investiga a fraude no recolhimento de impostos como IPTU e ISS em Taboão da Serra, foi divulgado nesta quarta-feira, (4). No documento, escrito pelo chefe dos investigadores, Ivan Jerônimo da Silva, que conta com 117 folhas, é detalhado como o esquema foi implantado na cidade. O relatório, por meio de todos os documentos apreendidos e também depoimentos de testemunhas relata as transações e também os recados que eram trocados entre os membros da “organização criminosa”, nome citado no relatório.

No conteúdo do documento, nomes de outras sete pessoas envolvidas no esquema de corrupção são divulgados, entre os nomes, Celso Vasconcellos, o Celsinho, Turíbio Antônio Castilho, o Binho e Bruno Bolfarini que foram presos na manhã desta quarta-feira. Ao todo oito integrantes da “organização criminosa” estão presos entre eles, os vereadores Arnaldinho, Eloy e Carlos Andrade.

Três dos envolvidos, segundo a Polícia estão foragidos e estão com a prisão preventiva decretada, são eles: Marcelo Pereira Cavalo, 31, Rafael da Silva, 27, conhecido como Rafinha, e Acileide Franca da Cruz, 40, conhecida como Leda.

O documento apresenta o nome de todos os contribuintes, das empresas e pessoas físicas, que são investigadas por fraudarem o pagamento dos impostos. O valor de prejuízo, só neste ano, segundo a Polícia Civil é de R$ 1.025.334,03, (prejuízo este causado à Fazenda Pública Municipal).

Além do prejuízo causado pelos contribuintes, o relatório detalha minuciosamente, o prejuízo causado à Fazenda Pública Municipal por cada integrante da “organização criminosa”. Aponta ainda familiares de alguns integrantes que se beneficiaram com o desvio de verbas dos impostos. Carros e residências também são numeradas no documento. Nesta quarta-feira, três carros foram apreendidos durante mandado de buscas e apreensões, um deles avaliado em R$ 100 mil.

De acordo com a polícia, o relatório indica a empresa Conam, como proprietária do software usado pela prefeitura que avisou a administração que os recebimentos da dívida ativa apontavam valor superior ao informado pelos bancos.

O relatório indica também que as modificações eram feitas com duas senhas, uma pertencente a uma funcionária aposentada que vive no interior e a outra está em nome de uma pessoa que não tem registros na prefeitura.

No final do relatório, a Polícia Civil pede que sejam fornecidos as relações dos funcionários que trabalharam nas sessões da Dívida Ativa, Protocolo e Atende, no período de dez anos. Relações que já estão sendo analisadas pelos investigadores da Seccional da cidade.

 

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