Acusado de fraude em Taboão alega inocência

O ex-livre nomeado da prefeitura de Taboão da Serra, Márcio Renato Carra, 32 anos, preso no dia 18 de março em flagrante acusado de fraudar o sistema de arredação do Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU) declarou em entrevista ao jornal Expresso BR que é inocente.

De acordo com a reportagem publicada na edição de março do jornal, assinada por Alexandre Sala, o acusado entrava no sistema informatizado de cadastro usando a senha ZELDA e dava baixa no IPTU em aberto. No dia da prisão o acusado retirou do sistema em poucos minutos a quantia de R$ 64.000,00, com apenas três carnês de IPTU.

A reportagem relatou que a delegacia Seccional de Taboão da Serra trabalha na identificação das empresas e pessoas que se beneficiaram com o esquema. De acordo com o jornal há rumores de que pré-candidatos estariam se utilizando da fraude visando se beneficiar politicamente da eleição em 2012.

Ao jornal Márcio Carra se declarou inocente. Ele disse que não utilizava a senha ZELDA e sim a senha MARCI para fazer operações no sistema. O acusado se defendeu alegando que trabalha na prefeitura há 6 anos e dois meses, e, que a contabilidade fica por dentro de tudo que se passa no setor de cadastro onde ele atuava e o Tribunal de Contas uma vez por ano realiza auditoria.

Márcio Carra disse ainda que no o dinheiro que portava do momento da prisão, pouco mais de R$ 5 mil era proveniente da renda de aluguéis recebido de herança dos pais. “Sou muito conhecido no município. Achava que todos eram meus amigos, e, agora sei que não são”, lamentou.

Prefeito determinou flagrante

Em entrevista a reportagem do Jornal na Net o prefeito Evilásio Farias revelou que determinou a realização do flagrante que resultou na prisão de Carra. Ele contou que ao ser informado sobre a possibilidade de fraude no sistema, pela empresa Conam, responsável pela emissão dos boletos do IPTU em Taboão, ordenou a investigação e a prisão dos envolvidos.

"Existiram três casos como esse no governo e nos três eu dei a ordem para prender os culpados", revelou o prefeito, acrescentando que como gestor tem a responsabilidade de administrar a cidade com coragem, independente do ônus político das decisões. "Pouca gente teria coragem de reajustar a Planta Genérica de Valores da cidade como eu fiz".

Evilásio disse também que não é um político populista ou assistencialista, mas, um prefeito que entende a administração pública como mecanismo que deve funcionar com eficácia, cortando na própria carne, se for necessário.

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