Conam “errou” IPTU em Taboão, diz Evilásio
A empresa Conam, que cuida do sistema de cadastro informatizado da prefeitura de Taboão da Serra, foi a responsável pelo erro no cálculo do Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU) 2011, segundo o prefeito Evilásio Farias. Ele disse que caberá a empresa assumir a culpa perante os moradores da cidade e reparar o erro. Por causa do erro da Conam moradores de vários bairros de Taboão serão obrigados a pagar dois carnês de IPTU esse ano, o que vem causando indignação e até revolta nas pessoas.“A Conam é a absoluta responsável por esse erro. Foi ruim para o governo para a prefeitura e para o munícipe, que tinha a expectativa de pagar menos”, admitiu o prefeito, acrescentando que seria impossível uma redução tão grande no valor do IPTU. “Todo mundo quando pegou o carnê viu que era metade do valor do ano passado. Isso não pode acontecer”.
Evilásio justificou que em 2010 a prefeitura deu desconto de 50% do IPTU, e, esse ano, o carnê foi impresso com o valor do imposto tendo 50% de desconto. Para o prefeito não houve prejuízo para os munícipes.“Eles deram desconto sobre o desconto. Dessa forma dentro de alguns anos as pessoas não pagariam mais imposto”.
O prefeito disse que o carnê complementar precisou ser emitido porque a prefeitura não pode abrir mão de receita sob pena dele ter que responder a crime de improbidade administrativa.
“Identificamos o problema depois que o carnê foi entregue. Não dá para verificar os carnês um a um, infelizmente aconteceu. O erro só se identifica quando ele acontece. Mas não dá para prevê. Não posso matar e nem prender ninguém, nem devo”, declarou.
O prefeito disse que obrigou a Conam a explicar o erro a população. Junto com o carnê a empresa mandou uma nota, na primeira página, que segundo o próprio prefeito foi pouco esclarecedora. Questionado se a empresa continuará prestando serviço a prefeitura depois do erro Evilásio afirmou que não tem como substituir a empresa já que o trabalho feito por ela é complexo e o seu governo já está na reta final.
“Mandamos eles fazerem uma carta explicando as pessoas o que aconteceu. Fizemos uma ação firme para ela reparar, não houve dano, mas, ao menos moralmente”, concluiu.
