Após assassinato, aulas retornam em Embu
O clima de tranqüilidade na rua em frente à Escola Municipal Paulo Freire, em Embu, deu lugar à insegurança, ao medo e também a tristeza visível nos olhos dos pais, alunos, funcionários e colegas de trabalho da professora Joyce Moraes Chaddad, assassinada com três tiros em frente à escola, na última segunda-feira, 28. As aulas que retornaram ao normal nesta quinta-feira, dia 03, contou com a presença de uma viatura da GCM durante todo o período.
“Faz 37 anos que moro aqui nessa rua e está é a primeira vez que um crime como esse acontece. Nunca fomos assaltados, e essa rua sempre foi tranqüila, tudo que aconteceu foi muito estranho”, comentou um casal de moradores que não quiseram se identificar.
Amada, querida, respeitada e “uma professora muito legal e atenciosa”, foram essas as palavras usadas para definir o que pais, alunos, funcionários e colegas de trabalho sentem com a perda de Joyce. Segundo eles, a professora Joyce transparecia um amor muito grande pela profissão e preocupação com seus alunos.
“Ela já chegou a chorar em conselhos, ela tinha um amor muito grande pela profissão e por todos na escola. Joyce era uma pessoa iluminada, um anjo. Não tenho ideia por qual motivo fizeram isso com ela”, comentou emocionada Marleide Ferreira, comerciante e mãe de uma ex-aluna de Joyce.
Marleide com lágrimas nos olhos se lembra do comentário de Joyce na sala de aula há dois anos, onde relatou estar sendo ameaçada por meio de telefonemas, “ela estava preocupada minha filha comentou. Foi nesse momento que ela fez o boletim de ocorrência e descobriu que estava recebendo ameaças de um ex-aluno”, disse.
Na porta da escola, Delsa Jesuíta Ferreira da Silva, esperava sua filha um pouco nervosa e inquieta. “É muito triste né?, ver uma professora de bem perder a vida assim. Estou com muito medo de deixar minha filha na escola e ela por ser próxima a professora também ficou chateada, triste com todo o acontecido e não queria vir para à escola. Mas, infelizmente crimes acontecem em todos os lugares”, ressaltou.
Os alunos entrevistados pela Reportagem do Jornal na Net na saída da escola, reportaram a professora carinhosa, amiga e atenciosa que perderam, com uma certa tristeza no olhar. “Ela era muito legal com a gente e super preocupada com todos os alunos”, comentaram.
Joyce foi atingida com três tiros, dois no peito e um na nuca na madrugada de segunda-feira, 28. Informações indicam que ao sair do carro, Joyce foi abordada por um dos criminosos, o outro ficou dentro do veículo, segundo a Polícia um Corsa Preto. A professora chegou a ser socorrida para o Pronto-Socorro do Jardim Vazame, mas morreu no local.
Joyce era casada com Evandro Ferreira Domingues, chefe do Departamento de Fiscalização da Prefeitura de Itapecerica da Serra com quem tinha um filho de seis meses.
