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Embu exige policiamento ostensivo contra o crime

Karen Santiago | Atualizado em: 3/03/2011 00:00:00
assassinato

Karen SantiagoPoliciamento ostencivo em Embu é debatido, após moção de pesar para o assassinato da Professora Joyce

O assassinato da professora Joyce Chaddad Domingues, de 37 anos, em frente à Escola Municipal Professor Paulo Freire, na última segunda-feira, dia 28 e o policiamento ostensivo na cidade foram um dos temas debatidos na sessão da Câmara Municipal de Embu das Artes, desta quarta-feira, dia 2 de Março. Uma moção de pesar pela morte trágica e brutal de Joyce foi assinada por todos os vereadores que lamentaram e cobraram que o crime não fique impune.

Na moção os vereadores chamaram a professora de “profissional dedicada, amiga e mãe de família”. Além disso, ressaltaram que Joyce dava aulas de educação física na escola, onde foi assassinada, desde 2007 e, que pela capacidade profissional e espírito agregador, foi promovida havia três anos à coordenadora pedagógica. ”A professora foi vítima de crime brutal e inexplicável até o momento, levando grande comoção a toda a comunidade escolar, bem como à nossa cidade.”

Além de lamentarem a morte da professora Joyce, os vereadores mostraram o seu descontentamento com o policiamento na cidade. Luiz do Depósito, afirmou que o Chefe do Batalhão, em reunião na câmara prometeu que haveria policiamento ostensivo, mas isso não está ocorrendo.

“O Batalhão da PM é uma grande garagem de viaturas, elas não saem para fazer o policiamento ostensivo. Para retirar uma máquina (caça-níquel) de uma comerciante da periferia, foram quatro viaturas”, fazendo menção a nenhuma viatura que passou no local do crime.

Em relação a falta de policiamento, o vereador Pastor Edgardo, disse que em conversas com comerciantes e moradores tem percebido que o número de assaltos nos comércios aumentou nos bairros Santa Emília, Santo Eduardo e Dom José, apesar da presença da Companhia da PM e do Batalhão nos bairros.

O vereador Luiz do Depósito ressaltou ainda que “espera que a segurança realmente passe a ser um dever do Estado e um direito do cidadão”.

Edgardo e João Leite comentaram que a profissão de professores não é uma atividade reconhecida como deveria ser, segundo eles. “Professores e Médicos são agredidos e mutilados”, disse o vereador Pastor Edgardo.

Para a vereadora Ná, a morte da professora foi uma perda muito grande para a escola, município e alunos, “porque ela fazia algo muito importante para aquela comunidade”, frisou. Segundo a vereadora, Joyce ficou a vida toda, 10 anos sonhando para ter um filho e agora que conseguiu realizar o sonho não pode cuidar.

Silvino Bonfim, vereador e Presidente da Casa de Leis, afirmou que vai cobrar novamente discussão com a Polícia Militar e Civil da cidade, para ele “discussão não basta é preciso por em prática o que foi debatido”.

Silvino ressaltou que a violência passou de todos os limites e foi banalizada. “Não sei o que precisa ser feito, talvez rever o Código Penal. Apesar do Ministro da Justiça, falar da volta da campanha do desarmamento, os bandidos não vão na Delegacia devolver sua arma”, finaliza.

tiago

e o concurso para 40 gcms em que pé está? ta na hora de acelerar prefeito? e chamar logo os aprovados...a cidade tá precisando e muito.

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