Saúde é tema central da Câmara de Taboão

A saúde foi o tema central da sessão da Câmara de Taboão da Serra nesta terça-feira (15). O munícipe Narciso Favaro levou o assunto à pauta da câmara ao utilizar a tribuna popular para relatar aos presentes o que classificou de descaso do Hospital Geral do Pirajussara. Segundo ele o HGP estaria se recusando a receber pacientes em estado grave que necessitam de vagas de UTI. As reclamações do morador rapidamente encontraram eco entre os vereadores que saíram em defesa do direito à saúde da população.

“O HGP tem 50 leitos de UTI e 40 estão sendo ocupados por pessoas de outras cidades. É por isso que quando a gente precisa de leito não tem”, disparou, acrescentando que a Central de Regulação de Leitos que coordena a distribuição de vagas de UTI pertence ao sindicato da construção civil.

Narciso relatou também que vários equipamentos do hospital estão quebrados há mais de um ano. Ele contou que passou vários dias em frente ao HGP e constatou que o hospital recebe pacientes de convênios que são transportados por ambulâncias particulares. O munícipe criticou duramente a gestão do HGP.

Diante das críticas do morador o vereador Paulo Félix saiu em defesa do hospital e de sua diretoria justificando que o atendimento no local é de excelência e criticando o movimento que pede a abertura do HGP para casos de emergência. Para o vereador abrir o hospital para o atendimento às emergências seria condená-lo a perder a qualidade do atendimento.
“O HGP é um hospital de alta complexidade. Os diretores são pessoas abnegadas e defensoras da saúde pública. Não podemos deixar que os arautos da destruição acabem com o HGP”, apelou.

O vereador José Luiz Elói cobrou providencias do governo do estado para melhorar a cidade na cidade. Ele disse que a despeito dos investimentos na área as queixas da população ainda ocorrem. Entretanto, fez questão de destacar conquistas como o SAMU, a construção do Pronto-Socorro Infantil e o PSF. “Ainda há muito para se fazer, mas muito já foi feito. Anteriormente o Antena era chamado de matadouro hoje não é mais assim”, ponderou.

Cido criticou a falta de uma política de saúde eficiente na cidade. Carlos Andrade disparou que o plantão controlador é quem decide quem vive ou morre na cidade. Ele lembrou o crescimento da população nos últimos 10 anos e defendeu a ampliação do HGP.

Comentários