Rachaduras preocupam moradores de Itapecerica
Muitas rachaduras e mofo nas paredes. Essa é a realidade dos moradores que vivem nas cerca de sete residências do Conjunto Habitacional Primavera, no bairro Branca Flor em Itapecerica da Serra. O medo de não saber exatamente o que acontece em suas residências, deixa o morador inseguro e clamando por uma solução urgente.
“Já fui à prefeitura, e alguns funcionários vieram na minha casa, tiraram fotos, avaliaram, mas não voltaram com a solução. Esses problemas estão acontecendo há dois anos, desde o início que a residência foi entregue. Mas, eles (funcionários) da prefeitura disseram que as rachaduras são normais e que as casas não correm risco de cair”, disse Marcela dos Santos.
As famílias que moravam em residências próximo do campo de futebol do bairro Branca Flor, foram retiradas do local e encaminhadas para as casas deste Conjunto Habitacional, segundo a moradora Rosimeire Aparecida Kriukas esses problemas de rachaduras não aconteciam na antiga residência.
“Lá vivia mais sossegada, sem preocupações, porque não tinham rachaduras e nem ao menos chovia dentro de casa. Só começou a chover, na verdade encher de água a minha casa, depois que a Dersa aterrou o rio Embu-Mirim para realizar as obras do Rodoanel”, comentou.
A Dersa esclarece que não houve qualquer obstrução no rio Embu - Mirim quando da construção do Trecho Sul do Rodoanel. "Para executar as obras naquele trecho a Dersa foi devidamente autorizada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), órgão vinculado à Secretaria de Recursos Hídricos do Estado, que expede outorga para travessias de qualquer corpo d’água", afirma a nota.
Após denúncia dos moradores, a Reportagem do Jornal na Net visitou as residências e constatou que em sua maioria, as rachaduras se apresentam do meio para as laterais das casas e a quantidade de mofo está localizada nos quartos e cozinha. Outro ponto que apresenta características preocupantes é a parte de trás de cada casa visitada, cerca de sete.
“O chão está afundando, conseguimos olhar para a casa dos vizinhos, sem subir em uma escada, porque as rachaduras estão imensas. O vão que fica entre a porta e o chão é muito grande e todos os tanques de lavar roupa estão com a estrutura quebrada e completamente afastada da parede”, contou Eurides Alves Sampaio da Silva, também moradora do local.
Apesar de pagar o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), e as contas de água e luz, os moradores não têm os direitos garantidos, porque quando procuram a prefeitura, não recebem nenhuma explicação do motivo pelo qual os cômodos estão repletos de rachaduras e algumas partes das casas estão com mofo.
A Reportagem do Jornal na Net questionou ao Departamento de Habitação da cidade sobre os problemas apresentados e constatados em visita e de acordo com a nota, os moradores que tiverem o problema citado em suas residências devem procurar o Departamento Municipal de Habitação, que tomará as devidas providências.
Confira fotos:
As rachaduras começam do meio as laterais das casas
Os espaços próximo a porta estão repletos de aberturas
Tanque também está repleto de rachaduras
As paredes estão com muito mofo
