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Karen SantiagoMoradores também querem que natureza seja mantida
Em meio à calmaria da natureza, bichinhos e de carros que trafegam pelo local os cerca de 40 moradores das ruas São Luis e Matões em Embu das Artes estão preocupados com o futuro da mata Atlântica e também do possível asfalto em ruas características da história da cidade.
A preocupação começou após a proposta apresentada pelo Secretário de Desenvolvimento Urbano, Geraldo Juncal Júnior que visa integrar o Parque Linear Municipal a Praça da Lagoa, ao Parque Rizzo e o futuro Parque da Várzea Rio Embu-Mirim, além de preservar o meio ambiente e consolidar o sistema de proteção aos mananciais.
Diferente do projeto apresentado, os moradores acreditam que a natureza sofrerá com os impactos das obras e, além disso, que a rua São Luis que atualmente conta com bloquetes, ficará descaracterizada com o asfalto. “A calmaria irá acabar, porque o número de carros que irá passar pela rua será grande e com estrutura de 40 anos, as casas não vão aguentar o impacto. E a natureza irá acabar e não vamos mais desfrutar de todos esses benefícios que ela nos oferece”, afirmou a moradora Valéria.
A moradora se refere quando usa a palavra benefício, ao contato direto com as árvores, com os animais e aves que visitam constantemente a natureza atrás da sua casa. “Alimentamos os bichinhos, macacos, jacus, esquilos, lagartos. Um bicho mais bonito que o outro. Cuidamos das árvores, quando elas caem com a chuva, cortamos, arrumamos. Temos um amor muito grande por este lugar”, ressaltou Valéria.
Para os moradores, o ideal seria deixar tudo como está agora. Mas, conscientes que as mudanças são necessárias para a construção do Parque, os moradores pedem que o impacto seja o menor possível e que a rua não seja asfaltada.
“Decidimos ir até a reunião na última terça-feira, 23, para reivindicarmos. Entendemos o lado do secretário, mas ele também precisa entender o nosso. Por este motivo conseguimos para amanhã (terça), 30, uma reunião na secretária de obras, para entendermos melhor o que irá realmente acontecer. Espero sair com uma solução boa para nós moradores”, finalizou.
A reunião será nesta terça-feira, 30 de novembro, às 9h no setor de obras, na prefeitura.
Rua tranquila pode ficar movimentada após asfalto, segundo os moradores
Valéria Marques
Gostaria de comunicar a todos que em reunião realizada na Prefeitura de Embu, que inicialmente seria com o Srº Secretario de Desenvolvimento Urbano, ganhou proporções maiores e quem nos recebeu foi o Srº Prefeito, que após conhecer nossas insatisfações voltou atr´s no asfalto da Rua São Luiz e as referidas "melhorias" na Rua Matões, que margeia o rio. Informo que fiz uma ATA de todos os encontros do qual tivemos e á última reunião o então Srº Prefeito assinou como um TERMO DE COMPROMISSO conosco. Srº Wilson...concordo com o Srº, mas nós população precisamos nos mexer também... não sei se os moradores da Rua São Paulo tiveram tempo de se mobilizar contra o asfalto local, o Srº sabia que a Prefeitura, setor de obras, está fazendo uma obra para a transportadora GIOVANELLA (empresa particular)será que a referida transportadora está contribuindo com quanto? Este é o valor do Meio Ambiente para eles... obrigada a reporter Karen Santiago, pela sua neutralidade e profissionalismo.
Wilson
"Bota Fora" virou especialidade no governo Chico Brito. Vejam o que ele fez ao lado do Caipirão, onde mandou aterrar uma área de manancial para construir a rodoviária. No São Marcos para se construir um campo, decretaram uma mata como área de utilidade pública e aquilo está virando um deposito de terra. Em frente a praça da Bíblia é a mesma coisa. No Jardim Tomé, a situação é a mesma. Na mata do Roque Valente a derrubada de árvores segue de forma assustadora sem controle algum. Eu gostaria muito de saber quem está ganhando com tudo isto. A Natureza não é que não está... Gostaria ainda de saber qual empresa está responsável em trazer toda a terra para a cidade. Alguém está ganhando muitoooo... E por fim, quero saber quando o Sr. Leandro, presidente da Sociedade Ecológica de Embu, vai se pronunciar CONTRA estes absurdos. Desenvolvimento destruindo nossas riquezas ambientais não é desenvolvimento. É CRIME!
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