PMs acusados de matar Jonathan estão em liberdade por falta de provas

O cabo Vanderlei Aparecido Pedroso e o soldado Luís Antônio, policiais militares do 490 BPM/M, acusados de sequestrar e assassinar o jovem itapecericano Jonathan Felipe dos Santos, de 16 anos, estão em liberdade por determinação da Justiça (30 Tribunal do Júri).

A prisão temporária do cabo Pedroso venceu no dia 4 de setembro. Desde então, o policial militar não trabalha nas ruas, mas continua prestando serviços administrativos para a corporação. Já o  soldado Luís Antônio, ficou preso por 30 dias, e está em liberdade desde 19 de agosto.

De acordo com informações obtidas pelo Jornal na Net, a promotoria decidiu que os policiais militares não podem ser considerados culpados pelo assassinato do jovem que foi encontrado em uma vala rasa, com as mãos amarradas para trás e seis perfurações no rosto. “As provas indicam que os policiais participaram do sequestrou, mas não que eles participaram do assassinato. Os acusados estão em liberdade por falta de provas”, afirmou uma testemunha que não quis se identificar.

O crime que chocou o País, mas especialmente Itapecerica, onde as pessoas ainda se mostram amendrotadas durante as  abordagem da PM, segundo informações da própria polícia. “Eles (moradores) comentaram, vocês (policiais) vieram matar, assim como fizeram com Jonathan?”, contou o Capitão Júlio em reunião do Conseg.

Em reunião do Conselho de Segurança do município, o caso sempre é debatido e os moradores pedem explicações e uma triagem mais detalhada de cada homem que vai se tornar um Policial Militar. “Estamos com medo, não sabemos se podemos confiar na PM. Vários são criminosos, como vamos definir o homem bom do ruim?”, questionam moradores.

De acordo com o Capitão Júlio, atitudes como essas não podem acontecer. “A população não pode se deixar levar por tudo que ouve, realmente policiais estavam envolvidos, mas isso não quer dizer que todos são bandidos fardados”, explicou.

Relembre o Caso:

O jovem desapareceu na rua Major Telles em Itapecerica da Serra, no dia 30 de julho e teve seu corpo encontrado com seis perfurações no rosto e algemado em uma cova rasa na divisa de Embu-Guaçu com Parelheiros quatro dias após o desaparecimento (03 de agosto).

No dia em que foi seqüestrado o jovem estava com um tio no local. O parente saiu para ir ao banco e, quando voltou, Jonathan tinha desaparecido. Testemunhas relatam que o garoto foi abordado e levado por dois homens que disseram ser policiais.

Câmeras de segurança da Secretária de Segurança, Trânsito e Transportes, comandadas por Guardas Municipais (GCM) filmaram o momento em que o jovem foi levado e foi através destas imagens que os dois policiais (que não são da cidade) foram identificados.

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