Trailers em rua causam transtornos em empresas de Embu, afirma denúncia
Venda de bebida alcoólica, muita sujeira e ratos. É assim a realidade de um dos três trailers instalados na rua José Semião Rodrigues Agostinho (próximo ao Playboy Gatas), no centro de Embu das Artes. Denuncias ao Jornal na Net apontam que o local é frequentado por prostitutas e que a venda de DVDs e CDs piratas acontece livremente a todos que trafegam pelo local.
Além destes problemas que são evidentes, a falta de policiamento e a luz escassa proporcionam, de acordo com a denúncia de Alexandre, assaltos aos caminhões carregados de leite, além de desova de corpos, como foi divulgado pelo jornal no último dia 28 de outubro e carros abandonados. “Diversas vezes as duas empresas da rua sofrem assaltos, os donos estão com muito medo, porque os assaltos acontecem frequentemente”, afirmou Alexandre.
Segundo Alexandre, diversos caminhoneiros e funcionários das empresas comem e bebem no local, e após consumirem os alimentos passam mal devido à falta de higiene. “Aconteceu diversas vezes, uma delas, o funcionário precisou deixar de trabalhar aquele dia, por causa do alimento. Os caminhoneiros que frequentam o local, bebem bebida alcoólica e depois pegam a estrada, o que é perigo porque pode causar sérios acidentes”, denunciou.
Após as 23h (horário em que o bar está fechado), a rua é um retrato do descaso. Ratazanas brigam por restos de comida que ficam espalhados pela rua, ao lado dos latões de lixos e também próximo a caixa d’ água. Em visita ao local, a Reportagem do Jornal na Net comprovou a grande quantidade de ratos e a falta de higiene. “Eles brigam muito pelo resto de comida, parece briga de gatos. É assustador”, comentou uma pessoa que não quis se identificar.
Além de todas essas denuncias, Alexandre afirmou a Reportagem do Jornal na Net que o local também é um ponto de tráfico de drogas e que os trailers estão desrespeitando o espaço da rua e da calçada. “Com a instalação dos trailers a rua e a calçada ficam obstruídas, atrapalhando desta maneira o pedestre e os motoristas que não podem trafegar pela rua”, finalizou.
De acordo com os denunciantes, a vigilância sanitária foi procurada, mas não compareceu no local. “Quando procurei integrantes da vigilância sanitária, eles alegaram que para a visita no local é necessário marcar uma data, além de afirmarem que tinham pouco vigilantes”, afirmou Alexandre.
O lado dos funcionários
Além de visitar a noite o local, a Reportagem do Jornal na Net também conheceu o trabalho dos funcionários e donas de dois trailers. De acordo com as proprietárias Helena e Alaide, os dois trailers tem alvará de funcionamento. “Desde o principio que trabalho aqui tenho o alvará. Conto com o apoio da prefeitura e faço tudo conforme manda a lei. Recebo cerca de 40 caminhoneiros todos os dias. Este é o meu sustento, trabalho com muito amor e graças a Deus nunca fiquei sem clientes”, afirmou Alaide.
Segundo ela, as denuncias de tráfico de drogas, venda de bebida alcoólica e má higiene nos alimentos não são verdadeiras, pelo menos em seu trailer. “Não tenho conhecimento sobre nenhum caminhoneiro que passou mal após se alimentar aqui. Em relação aos ratos, isto é verdade, afinal estamos próximos ao córrego. Mas, independente disso mantenho o trailer limpo e os alimentos são bem manuseados”, finalizou.
Ao comparecer no local por cerca de 40 minutos, a reportagem constatou que muitos caminhoneiros cansados e famintos se aproximaram do trailer de Alaide e afirmaram ao Jornal que as denuncias não são verdadeiras. “Nunca passei mal comendo aqui, este é o único lugar que temos o que comer e estamos satisfeitos”, comentou um caminhoneiro.
Órgãos competentes
Após as denuncias, a reportagem entrou em contato com a prefeitura de Embu das Artes e por meio da Assessoria de Imprensa foi informada que os trailers que estão no local possuem licença para funcionar e comercializar bebidas, comidas e lanches, mas não inclui a venda de bebidas alcoólicas. “Por este motivo, a Prefeitura irá intensificar a fiscalização no local. Também vamos enviar a equipe da Secretaria de Trânsito e Transporte para fazer uma vistoria na via e verificar se há irregularidades e obstrução da rua”, explicou a nota.
De acordo com a prefeitura, devido à gravidade da denuncia e por se tratar de um caso de saúde pública, nos próximos dias será realizada uma ação entre o setor de fiscalização, da Secretaria de Obras, Edificações e Orientação Urbana, e a Vigilância Sanitária, da Secretaria de Saúde, para averiguar a situação.
Caso o morador da cidade tenha alguma denúncia neste aspecto acione pelo telefone: 0800 770 4114 a Ouvidoria ou o Disque Serviços (0800 773 0005).
Confira mais fotos do local:
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