Após dois anos, morador de Itapecerica da Serra espera ressarcimento pela obra do rodoanel

Após a entrega do Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, que deveria trazer solução para o trânsito tornou-se um problema para quem reside ou já morou próximo à obra. As desapropriações feitas em Itapecerica da Serra continuam sem solução para algumas famílias atingidas.

Antônio Dinisio, 62 anos, denuncia que há dois anos está morando de aluguel, sem poder receber o dinheiro que é de seu direito. “Móveis, roupas, utensílios domésticos, tudo está empilhado, não tenho lugar para colocar. Moramos em dois cômodos, eu, minha mulher, filha e neto”, contou.

De acordo com Antônio antes da desapropriação ele morava junto com a sua família na casa de sua mãe (que faleceu há alguns anos), mas depois precisou pagar aluguel, sem ter o retorno da Dersa. “Não consigo tirar o dinheiro que já está depositado, porque preciso pagar um inventário. Não tenho dinheiro para isso”, garante Dinisio.

A Dersa que é responsável pelo pagamento da indenização das famílias que tiveram suas casas desapropriadas devido à obra pagou o morador da Vila Calú, mais o banco, segundo Antônio não libera o dinheiro. “Agora toda a documentação está nas mãos do meu advogado, que está trabalhando de graça no caso, pois não tenho condições de pagar os seus honorários. De acordo com ele, a única coisa que falta é o banco do Brasil liberar do dinheiro, afinal a juíza já autorizou o pagamento”, explicou.

Antes de morar nesta casa alugada com dois cômodos, o senhor Antônio contou ao Jornal na Net que precisou sair da casa alugada, mas que satisfazia a sua família, porque o dono colocou a venda. “Onde morávamos (em frente a essa residência) contávamos com sete cômodos e uma garagem para cinco carros, aqui estamos enfrentando problemas devido ao espaço oferecido”, desabafou.

Agora o sonho de Antônio e sua família é que esse problema se resolva rápido, afinal são dois anos de espera, segundo ele. “Com o dinheiro que está depositado, se liberado, conseguiremos comprar este imóvel e morar de uma maneira mais digna”, concluiu.

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