Vereadores de Itapecerica debatem falta de água durante a sessão

A falta de água foi o principal assunto debatido na sessão desta quinta-feira, 2 de setembro da Câmara Municipal de Itapecerica da Serra. Os moradores do bairro Santa Júlia lotaram o plenário e reivindicaram pelos seus direitos. "Temos direito ao fornecimento de água, pago todas as contas em dia e sempre fico sem uma gota de água na torneira", contou Eliana Francisca.

Mesmo depois de aprovar por unanimidade a segunda discussão e votação do projeto de lei, do Executivo Municipal que institui o Plano Municipal de Saneamento Básico (água e esgoto) na cidade, os vereadores subiram na tribuna e expressaram o descontentamento com a Sabesp.


Para João Miranda, Jonas Feijó, Cícero Costa e José Maria, a Sabesp não está realizando um trabalho de qualidade na cidade há muitos anos e que são eles (vereadores), que convivem no dia-a-dia próximo a essas famílias que conhecem muito bem o sofrimento de cada pessoa que convive sem água a muitos dias.

Segundo José Maria, a audiência pública realizada pela empresa em Itapecerica não serviu para nenhum esclarecimento e não foi transparente. "Não posso deixar de criticar a audiência pública, afinal não houve a participação efetiva do legislativo, que não pode se manifestar com a palavra, somente realizando perguntas escritas. Acredito que foi autoritária, os moradores não tiveram a oportunidade de se manifestar com os problemas de cada bairro", justificou.

Amarildo Gonçalves (Chuvisco), esclareceu que os moradores puderam participar  através de falas no final da audiência. "Essa audiência não impede que aconteça outra reunião com a Sabesp", explicou.

Em relação aos problemas e serviços prestados pela Sabesp, o presidente da casa, Chuvisco afirmou que  não é correto os vereadores somente brigarem com a empresa. "Temos que conhecer o outro lado, as empresas que administram os outros municípios, para realmente avaliar se a Sabesp é a pior ou a melhor, antes de assinar o contrato", afirmou.

De acordo com o presidente, a Eletropaulo também precisa realizar a ligação em terreno legalizado, mas para isso, necessita do aval e das condições do secretário Luis Pires. "Precismos primeiro fazer a lição de casa, os terrenos que não forem legalizados devem ser preparados, porque não é justo as pessoas "furtarem" a Sabesp e a Eletropaulo por não terem condições de possuirem esse direito", concluiu.


Moradores sem água

Os moradores do bairro Santa Júlia, Jardim das Oliveiras, Pelúcio, Crispim e Analândia estão enfrentando há dias a falta de água em suas residências. Segundo Eliana Francisca Siqueira, do Santa Júlia, as casas ilegais no terreno abaixo de seu imóvel prejudicam o abastecimento em sua residência.


"Como moro em uma casa alta, os moradores do terreno ilegal, usam a água em excesso e por este motivo não é possível abastecer a minha caixa d' água", explicou. De acordo com Eliana, a água chega em sua residência de madrugada e logo cedo, 8h a torneira está seca.

 
"Precisei ficar mais de 15 dias comendo lanche para economizar a água, porque não tinha água para cozinhar, tomar banho, lavar roupa. Quero uma solução, já pensei diversas vezes em mudar de casa", concluiu.


Confira a matéria completa com as propostas da Sabesp no link: http://www.jornalnanet.com.br/Exibir/?Noticia=1208

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