PMs são condenados a 18 anos e 8 meses de prisão, acusados de decapitar deficiente mental em 2008

O julgamento dos PMs Moisés Alves dos Santos, Joaquim Aleixo Neto, Anderson dos Santos Salles e Rodolfo da Silva Vieira, policiais militares acusados de matar e decapitar o deficiente Antonio Carlos da Silva Alves, em 8 de outubro de 2008 e de integrar um grupo de extermínio que ficou conhecido como “highlanders”, terminou às 2h15 desta sexta-feira, 30 de julho.

Após mais de 16 horas de julgamento, os acusados foram condenados a 18 anos e oito meses de reclusão em regime inicialmente fechado, informou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Cabe recurso da decisão, segundo TJ-SP.

Cada um dos quatro policiais militares acusados de matar e decapitar um deficiente mental na Grande São Paulo foram condenados nesta sexta-feira (30) a 18 anos e oito meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, informou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

O julgamento, que ocorreu no Fórum de Itapecerica da Serra, começou na manhã desta quinta-feira, às 10h. As nove testemunhas - quatro de acusação e cinco de defesa - foram ouvidas. Em seguida, já na parte da tarde, houve o interrogatório dos réus.

Os PMs foram a júri popular pelo assassinato de Antônio Carlos Silva Alves, em outubro de 2008. Deficiente mental, ele foi confundido pelos acusados com um ladrão, segundo a denúncia. Testemunhas viram quando a vítima foi abordada pelos policiais e colocada dentro da viatura da PM.

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Foto: Band

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